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Caminhos

Enquanto houver vida

ENQUANTO HOUVER VIDA

Enquanto houver vida quero seguir meu caminho

Posso parar à beira da trilha para reabastecer energias

Sob sol intenso ou sombra de uma árvore frondosa, enxugar o rosto

Sorrir ou chorar, nunca desistir, confiar sempre

Entre flores ou espinhos, terra ou pedras

Receber uma dose de ânimo, um abraço de amor, uma palavra de confiança

Uma mão, um sorriso de carinho, esperança e amizade

Daqueles que Ele envia para me interpelarem…

Só não posso fechar os olhos, ignorar Seu cuidado

E agradecer, retribuindo tanto amor, estando disponível sempre

Vencendo medos e culpas, erros e tropeços

Sem autoacusações ou autoflagelos, com aprendizado

Sendo aquela que Ele envia para iluminar o caminho de outros

Em qualquer circunstância, valorizando e protegendo a vida, sempre

Até o reencontro com Ele, em casa…

Alda M S Santos

Caminho certo?

CAMINHO CERTO?

O caminho certo e o caminho errado são bem parecidos

Ambos podem ter momentos de flores perfumadas, vias pavimentadas ou de terra

Possuir sol escaldante, sombra, buracos, pedras, frio

Causar exaustão nos aclives e declives acentuados

Podem nos trazer alegrias momentâneas ou tristezas duradouras

Mas o que diferencia realmente um caminho do outro

O que indica quando estamos no caminho certo e iluminado

É a consciência tranquila, leve, a paz de espírito

Trafegar por um caminho errado pesa, dói a consciência

Tornando o caminhar cada dia mais difícil

E, cedo ou tarde, as flores murcham, perdem o perfume

O terreno fica acidentado, o sorriso perde o brilho, a tristeza prevalece…

Observemos atentamente o caminho que escolhemos percorrer

Sem contudo tirar os olhos de nossa consciência

Aquela que reflete nossa alma, o que realmente nos define

E faz tudo valer a pena e ser duradouro…

Alda M S Santos

Equalizando

EQUALIZANDO

Decepções são como os favores

Nem sempre recebemos ou retribuímos a quem nos “presenteou”

Recebemos favores de um ali

Devolvemos a outro mais na frente

Decepcionamos alguém aqui

Somos decepcionados por outro acolá

Essas são as voltas desse mundo tão cíclico

Ainda que possa parecer cruel

É seu jeito de ser leve e equalizar as coisas…

Alda M S Santos

Sentimentos

SENTIMENTOS

Tão insignificante quanto um grão de areia ao vento

Tão pequena quanto uma gota d’água numa pétala de rosa ou uma lágrima no rosto

Tão à deriva quanto um barquinho no mar bravio

Tão inútil quanto um guarda-chuva na forte tempestade

(In)existência total dela à mercê da vida…

Mas o grão de areia pode juntar-se a outros na beleza das dunas

A gota d’água da rosa e das lágrimas tornarem-se um convidativo oásis

O vento forte se acalmar e o barquinho navegar

Tranquilamente levado em busca de novos mares

Onde haja brisas calmas, os sorrisos renasçam

As tempestades sejam belas e suaves

E o guarda-chuva seja apenas um acessório a aproximar corações

Cansados de lutar e de correr

Querendo apenas bater no mesmo ritmo, em uníssono

O ritmo do amor…

Alda M S Santos

(Des)confianças

(DES)CONFIANÇAS

Para alguém que sempre confiou gratuitamente

Talvez até ingenuamente, desconfiar é retrocesso ou progresso?

Um olhar mais demorado ou que se disfarça, desvia

“Desconfie! Pode ser ladrão!”

Uma gentileza gratuita, desinteressada, uma palavra de atenção e humanidade

“Desconfie! Querem algo em troca!”

Parece fácil? Desconfie!

Tudo gera desconfiança: qual o interesse?

É a pergunta que sempre repercute!

Recuso-me a desconfiar de tudo e de todos!

Viver acreditando que tudo pode nos fazer mal,

Que conhecidos ou desconhecidos possam trair nossa confiança,

Já é viver no mal!

Não faço apologia à ingenuidade, à confiança cega, à crença burra,

Mas, mesmo tendo algumas decepções dolorosas gravadas na alma,

Sigo esse caminho arenoso da confiança, ora vertendo lágrimas, ora sendo feliz

Ainda prefiro confiar naqueles que conheci e que a conquistaram, a mereceram.

E, até que se prove o contrário,

Que as pessoas que de mim se aproximarem merecerão minha gradativa confiança!

Viver na desconfiança é sobreviver sozinho, num mundo sem graça

É sofrer todo o tempo…

Alda M S Santos

O que nos move?

O QUE NOS MOVE?

Seres distintos que somos todos

Iguais apenas em nossa humanidade

Essa máquina complexa: corpo, mente, alma

Possuímos os mesmos combustíveis a mover nosso motor diariamente:

A dedicação ao trabalho

O conforto da fé

Carinho das amizades sinceras

Calor de um amor verdadeiro

Alegrias e dores da maternidade/paternidade

Gratidão pela família unida

Satisfação com o estudo e aprendizado

Prazer em cultivar corpo e mente saudáveis

Bem estar em fazer o bem, sempre que possível

Consciência tranquila e cuidado para não machucar ninguém

Acúmulo de bens materiais

Diversões variadas…

As preferências por um ou outro

Leva-nos a tecer a trama complexa da vida

A costurar esse tecido que nos ampara, liberta ou aprisiona

A dependência maior de um ou de outro é que nos difere

E nos torna mais ou menos felizes…

O que nos move?

Alda M S Santos

Roubos e arroubos

ROUBOS E ARROUBOS

Quanto mais caminhamos para longe de nós mesmos

Quanto mais rápido o fazemos, vislumbrando um destino sonhado

Quanto mais arroubos há, mais roubos são realizados, “autorizados”

Mais difícil e necessário se tornará o caminho de volta

Mais longo e doloroso será o retorno

Dívidas deverão ser quitadas, débitos pagos com juros

Sorrisos resgatados, lágrimas enxugadas, flores arrancadas devolvidas a seus canteiros

Cristais frágeis que forem quebrados novamente colados

Fé e autoconfiança recuperadas…

É bom ir, mas todo cuidado é pouco para não nos perdermos de nós

Para não nos afastarmos e caminharmos perto de quem nos mantém inteiros e acende nossa luz

Para não fazermos com que quem amamos se percam de si mesmos…

Alda M S Santos

Somos água, somos vida!

SOMOS ÁGUA, SOMOS VIDA!

Água: tão natural, tão necessária à vida

Em rios, mares, lagos, geleiras, lençóis freáticos

Brota do chão, cai do céu, faz um ciclo completo: sólido, líquido ou gasoso

Representa 70% da Terra e está presente em tudo que tem vida

Pode ser linda, encantadora, mágica, assustadora, inebriante

Ninguém imagina uma existência sem água

Mas, como tudo, nada é completamente bom ou ruim

Essa ambiguidade faz parte da existência

Água está também em tragédias como tsunamis, maremotos, tempestades, enchentes, inundações, morte…

Também está escondida onde tudo parece seco

Nada é bom ou ruim por si só

A utilização que delas fazemos que as torna boas ou más

Benéficas ou maléficas…

O uso correto ou excessivo, adequado ou inadequado

Que faz de tudo motivo de vida ou de morte

Somos água, somos vida, brotamos a todo o tempo de nossos lençóis internos

Ora somos morte, ora renascimento, seguimos o curso

Podemos saciar a nós mesmos e aos outros, satisfazer a sede

Sempre com critério e sabedoria, pois água quando arrebenta comportas nada segura…

Alda M S Santos

Descaminhos

DESCAMINHOS

Um caminho acertado se faz de muitos descaminhos

Quantos desalinhos são necessários para se alinhar

Quantos despareados encontramos antes de bem parear

Quantas lágrimas são necessárias para fazer brilhar o sorriso

Quanto precisamos nos perder para ter a certeza que nos encontramos

Quantos desatinos cometemos até conseguirmos nos atinar

Quanto precisamos entender do que se passa dentro de nós

Para entendermos minimamente o que se passa dentro do outro?

Quanto?

Todo histórico de acerto carrega consigo um sem número de rascunhos…

Alda M S Santos

A última carta

A ÚLTIMA CARTA

Lembra-se do que escreveu naquela última carta

Sem saber que seria a última?

Lembra-se daquele abraço, daquele sorriso

Sem ter consciência que não haveria outros?

Lembra-se de um simples tchau, um até mais, sem saber que eram um adeus?

Lembra-se das gargalhadas perdidas, brigas tolas

Sem considerar que poderia se arrepender, sentir tanta falta?

Se não houver mais chance

Dizemos o que queríamos ao escrever,

Abraçar, sorrir, brigar, nos despedir, amar?

A marca derradeira foi a que gostaríamos de ter deixado?

A memória pode falhar, o outro faltar, empecilhos mil surgirem

A vida se esvair como fumaça no céu

Quantos “últimos” e saudosos momentos temos vivido?

Haverá tempo de reviver alguma coisa?

Oportunidade para uma última carta?

Bom mesmo seria não esperar pela última carta

Mas sempre “escrever” como se fosse a última…

Alda M S Santos

Caminhos da alma

CAMINHOS DA ALMA

Os caminhos de nossa alma são abertos devagarzinho

Uma gentileza aqui, um cuidado ali, um sorriso, um abraço, uma atenção mais à frente

Trilhas, esquinas, curvas, recônditos secretos, o prazer de um balancinho

Neles transitamos, claro ou escuro, sorrindo ou chorando, diariamente

Só é capaz de neles trafegar quem os ajudou a construir

Ainda que involuntariamente, sem perceber, sem desejar

E, uma vez conhecido o caminho, mesmo sem o possuir

Será sempre alguém capaz de ali fazer a luz se acender ou se apagar…

Alma possui caminhos com vias só de entrada…

Alda M S Santos

Bosque particular

BOSQUE PARTICULAR

Se nossa vida fosse resumida num bosque, numa mata

Como ela seria?

Quantas árvores frondosas, antigas

De copa acolhedora, troncos maciços, galhos grossos e retorcidos teríamos conservado?

Seria fechada, cheiro de terra úmida, cantos de pássaros

Insetos, vento soprando suavemente?

Teria nesgas de luz do sol a passar insistente entre os galhos e iluminando o chão repleto de folhas e frutos?

Haveria árvores novas crescendo felizes entre as matriarcas?

Seria uma mata convidativa ou amedrontadora?

Teríamos arrancado alguma árvore antiga ou impedido uma nova de crescer?

A majestade de uma mata está na diversidade, na segurança

Na capacidade de acolhimento que nos fornece gratuitamente

Conservar árvores antigas é manter a possibilidade de se recostar e descansar

Cultivar árvores novas é a capacidade de seguir em frente, de nos renovarmos sempre

Natureza que sempre ensina…

Alda M S Santos

Estradas

ESTRADAS

Avistar uma estrada é vislumbrar caminhos

Antecipar destinos, sonhar com o novo, o inesperado

É ser atraído para novas conquistas, desbravamentos

É ter a alma rasgada, exposta

É ter sonhos costurados com a linha verde da esperança

Pode ser uma estrada pavimentada, moderna, movimentada, esburacada

Uma estrada de terra, isolada, cercada de mata nativa e alguns cavaleiros

Uma estrada no ar, entre a magia, brancura e maciez das nuvens de algodão

Uma estrada nas águas, sobre ou sob elas, submersos em expectativas, nadando de braçadas rumo aos sonhos

Uma estrada de ferro, com a fumaça e o apito do trem a traduzir nossa trilha sonora

Pouco importa…

Estamos numa estrada todo o tempo

A estrada da vida…

Tendo ou não consciência dela,

Nós a transitamos dia após dia

Estamos em paralelas com a estrada de alguns, cruzamos a estrada de outros,

Ajudamos, às vezes atrapalhamos o trânsito de algumas

Mas seguimos, fazendo nosso caminho…

Não saber o que vem à frente, qual o destino

Ou quando pode ser bruscamente interrompida

São motivos bastantes para fazê-la valer a pena…

Alda M S Santos

Pontes

PONTES

Pontes são convites, são chamados

Elos a permitir a ida de um lugar a um ainda não-lugar

Aquele que vemos apenas pelas frestas das persianas de nossa mente

Apresentar o desconhecido ao conhecido

Possibilitar o novo, encorajar

Passarelas ou pinguelas, as físicas ou as mentais

Assustadoras para muitos, paralisantes

Fundamentais para tantos…

Necessárias onde há falhas no caminho, obstáculos, interrupções

Rios, mares, montanhas, abismos

Aqueles da natureza ou dentro da gente

Não vale é ficar parado onde já esgotou possibilidades

Ou no meio da ponte a impedir o caminho dos outros

Ou ainda esperando até as forças faltarem para a travessia

Encontrar pessoas ponte, pessoas pinguela

A nos dar as mãos, acalmar nossos medos

Encorajar cada passo na pinguela

“Em frente, não olhe para baixo”

“Um passo de cada vez, tá quase lá, estou aqui”

São ouro num mundo tão cheio de muros…

Alda M S Santos

Gratidão

GRATIDÃO

Gratidão: uma das mais raras e complexas virtudes

Exige uma alma evoluída e em paz consigo mesma

É tão necessária para conquistarmos o que almejamos

Para seguirmos em frente, acertando o passo conosco mesmos

Saber olhar para trás e ser gratos ao que ficou lá,

Ao que recebemos de variadas fontes ou pessoas,

Mesmo que ainda faça falta,

Entender que foi bom, foi útil, foi saudável

Nos possibilitou alegrias, amor, autoestima

E ficará guardadinho num espaço especial de nossos corações,

Lembranças para serem ativadas nos momentos de fragilidade

O bom deixa saudades, o ruim deixa aprendizado

Ser grato e respeitoso à vida que se apresentou

É um combustível excelente a mover nossos motores

Rumo à felicidade…

Alda M S Santos

Caminhos buscados

CAMINHOS BUSCADOS

A certeza de trilhar o caminho certo

Torna a travessia mais leve, prazerosa

A brisa suave torna-se carinho

Barulhos diversos tornam-se música

Tons acinzentados ganham cor

Sol forte é animador, chuva é refrescante

Companhias são bênçãos

Pedras são apenas obstáculos a nos fazer mais fortes

Ao contrário, no caminho errado tudo torna-se difícil

Mesmo que pareça brilhante e cheio de luz

Nos cega, é cinzento, doloroso, amargurante

Cedo ou tarde, sai caro, a conta chega, e alta…

E mais que saber desviar das pedras,

É fundamental não se tornar uma pedra

A emperrar o próprio caminho ou o caminho dos outros

Muitas vezes é difícil saber qual o trajeto certo

Ele não faz propaganda, não se impõe como o melhor

Muitas vezes exige sacrifícios, pode doer

Mas traz prazeres inigualáveis…

Precisamos buscá-lo dentro de nossa consciência…

Alda M S Santos

Arrependimentos

ARREPENDIMENTOS

Eu o observava de longe, parecia cabisbaixo

Cheguei até mais perto daquele idoso de 74 anos no asilo, ele me olhou, segurou minha mão.

Ressaltei que estava triste, perguntei pelo sorriso, falou em arrependimentos.

“Estou arrependido de não ter namorado todas que me quiseram”- e sorriu zombando.

“Acha mesmo que seria mais feliz assim”?- perguntei, séria.

Ele teve uma esposa que o traiu e abandonou.

Tem um filho que nem lembra que ele existe.

Cego de um olho, uma cicatriz de tiro na testa.

“Pra dizer a verdade, penso que você deveria é ter escolhido uma boa mulher”.

“Você tem razão, moça, mas as que me quiseram depois, eu não quis destruir a vida delas.

Eu não seria feliz assim, sei como machuca”!

Conversamos um bom tempo!

Todos temos arrependimentos, carregamos pesos nas costas.

Mas, mesmo simples como ele é, sabe que não existe peso maior para carregar que a tristeza de alguém!

Não pode ser leve e duradoura uma felicidade construída sobre a base frágil da infelicidade do outro!

Arrependimentos todos temos, mas algumas nuvens negras sobre nossas cabeças podem bem ser evitadas!

Alda M S Santos

Nas ondas

NAS ONDAS

Num ir e vir infinito

Ora calmas, ora bravias

Sempre em movimento, barulhentas

As ondas acalmam, relaxam

Encantam, amedrontam…

Deixam ir o que incomoda, levam pra longe

Trazem de volta o que alegra, o que faz bem

Vão e vêm, vão e vêm…

Hipnotizam …

Quem sabe num desses ires e vires

Não trazem de volta um pedaço de nós perdido por aí?

Alda M S Santos

Um ponto de paz

UM PONTO DE PAZ

Entre tantos altos e baixos dessa vida

O segredo é manter a estabilidade

Em cima, para não cair rápido demais

Embaixo, para gerar forças para nova subida…

Mas bom mesmo seria encontrar um ponto no meio desse caminho

Sem grandes euforias, sem grandes baques!

Simplesmente, um ponto de paz…

Alda M S Santos

Malas prontas

MALAS PRONTAS

Não importa para onde vamos

Se é logo ali ou atravessando o oceano

Malas arrumadas é fundamental

O que vai, o que fica,

Quem vai, quem fica?

Malas cheias, coração abarrotado…

Expectativas de diversão e alegria

Se necessário, mudamos o destino final(?),

E que possamos trazer mais que levamos

Uma alma mais leve, em sintonia com as demais

Em paz…

Vamos?

Alda M S Santos

Eu te amo!

EU TE AMO!

Um grupo de pessoas ia embora para um lugar sem volta.

Ora parecia um portão de embarque de aeroporto, ora o portão de São Pedro.

Uma fila se formava, alguns queriam retornar, resolver pendências,

Outros insistiam em levar as bagagens.

Um “São Pedro” controlava a entrada.

“Só libero por alguns segundos e por um motivo apenas : para perdoar ou pedir perdão a alguém”!

Uns pediam, imploravam, se enraiveciam…e nada conseguiam!

Chegou minha vez, eu chorava calada, ele me olhou e disse:

“Para isso você não precisa retornar”!

“Mas eles precisam saber!” – eu insisti.

“Não! Todos que você amou sabem bem. Você disse ‘eu te amo’ incansáveis vezes por palavras e atitudes”!

“Quero me desculpar por ir embora”! -tentei.

“Não se preocupe! Os que te amaram entenderão, e vocês voltarão a se encontrar logo!”

Ele abriu o portão e eu entrei sozinha, mas esperançosa.

Uma paisagem paradisíaca de muito verde e lindos lagos se descortinava à minha frente, e segui…

Acordei com o coração apertado e indagando:

Demonstro mesmo meu amor por palavras e atitudes,

Ou isso seria uma advertência?

Quantas vezes digo “eu te amo”?

E você?

Alda M S Santos

Embaladas a vácuo

EMBALADAS A VÁCUO

É sabido que as pessoas são diferentes

Consequentemente, lidam de modo diferente com ganhos e perdas

Mas queria entender como algumas pessoas

Conseguem parecer embaladas a vácuo

Parecem isoladas do mundo externo,

Quase nada as atinge,

Superam, esquecem qualquer coisa facilmente

Mesma postura, mesmo perfil

Passe uma brisa ou um furacão

Amor ou desamor, alegria ou decepção

Sucesso ou fracasso, vida ou morte

Nada muda para elas!

Como máquinas, acolhem ou descartam “dados” sem danos

E seguem…

Não é inveja ou despeito,

Nem que eu queira ser exatamente assim!

É para saber como “pegar” ao menos um pouquinho disso!

Alda M S Santos

Moradas

MORADAS

Posso querer viajar o mundo inteiro

Encontrar várias pousadas

Instalar-me em palácios ou palacetes

Cabanas ou choupanas

No alto da montanha ou no pé da serra

Sozinha ou acompanhada

Mas a melhor morada

Onde preciso me encaixar perfeitamente

É dentro de mim mesma…

Sem espaços vazios, sem sobras, sem apertos

Só assim caberei em qualquer lugar,

Serei capaz de dar pouso para outro alguém

E ser feliz…

Alda M S Santos

Certeza do fim

CERTEZA DO FIM

Se houvesse a certeza de que amanhã seria o fim de tudo

Por qualquer dos métodos escabrosos de auto-destruição que nós mesmos criamos

Qual seria nosso maior arrependimento?

Qual seria nosso maior orgulho?

Existe algum lugar especial em que gostaríamos de estar?

Algo específico que gostaríamos de fazer?

Ou alguém especial para estar junto, abraçadinho?

As respostas a essas três perguntas

Também responderá qual o arrependimento e o orgulho

E poderá direcionar nossos passos seguintes

Qual seria nosso cartão de visitas no céu?

Sempre há os crédulos na proximidade do fim

Isso pode ser ideia de algum insano

Ou de alguém bastante lúcido

Podemos escolher em qual acreditar…

Alda MS Santos

Por onde tens andado?

POR ONDE TENS ANDADO?

Por onde tens andado?

As estradas nem sempre são planas ou belas…

Que caminhos tens trilhado?

As trilhas, muitas vezes, têm bifurcações confusas…

O que tens plantado?

As sementes nem sempre são boas ou as terras férteis…

O que tens colhido?

A colheita nem sempre é farta ou digna…

Mas, mais vale com quem se anda

Com quem se planta e se cuida

E com quem se partilha a colheita…

Os pés podem estar sujos dos caminhos incertos

As mãos machucadas pela colheita mirrada

Mas o coração precisa estar limpo e puro

Recheado de bondade, amor e compaixão

A alma repleta de luz a iluminar nossos caminhos

E, se não iluminar, ao menos não criar sombras nos caminhos dos outros

São coração e alma que mostram os caminhos que trilhamos

Mesmo que nem sempre haja flores ou belas paisagens,

Podemos vislumbrar um jardim, um oásis…

Por onde tens andado?

Alda M S Santos

Os meus, os seus, os nossos erros

OS MEUS, OS SEUS, OS NOSSOS ERROS

Erros sempre serão erros

Ainda que venham disfarçados de acertos

Mesmo que a gente, não muito sabiamente, insista neles

Que tente justificá-los para nós mesmos, para os outros

Eles não costumam ser muito diferentes

Mudam casa, nome, endereço, mas os erros são similares

Quando não mais resistem de pé e desmoronam

Os danos causados costumam ser grandes, dolorosos…

Isso quando não vão além de nós mesmos

E desmoronam outras vidas!

Aí tudo anoitece em nós!

Pior é ver quem a gente ama cometê-los

Saber com certeza que estão errados

E não conseguir impedi-los!

Isso porque temos mais facilidade de identificá-los nos outros que em nós mesmos.

Alguns erros têm como ser corrigidos, outros não,

Mas uma coisa importante todos os erros têm em comum

Os meus, os seus, os nossos erros

Eles ensinam!

Com amor ou com dor!

E cada qual tem o “direito” de cometer o seu

Até de, não muito inteligentemente, repeti-los!

Alda M S Santos

Pontos, laços e nós

PONTOS, LAÇOS E NÓS

Entre tantos esforços para se entender

Antever, planejar o futuro ou sofrer por ele

Ficamos perdidos no presente que é onde tudo acontece

Numa simples voltinha ao passado fazemos conexões

Só permitidas e compreendidas pós-vivido

Pontos são ligados, laços refeitos, nós desfeitos

E a trama do presente torna-se mais bonita

Consequentemente, a do futuro deixa de importar tanto

Aprendemos a ir desfazendo ou evitando novos nós…

Nosso viver é um constante ir e vir, retornar e prosseguir

Na vida não há estacionamentos, apenas vias de tráfego

E a velocidade, o veículo e a via somos nós que escolhemos

Mesmo quando parecemos estar apenas estacionados.

Conhecemos a via que deixamos para trás, a que transitamos

Mas o que tem lá na frente, nem teria graça se soubéssemos,

Pois a única certeza é que ela chega ao fim!

Alda M S Santos

Era apenas um pesadelo?

ERA APENAS UM PESADELO?

“Você não tem medo, você já é grande”!

Falam-nos nossas pequenas crianças

Que em nós buscam auxílio para seus medos

Do escuro, dos monstros debaixo da cama, do lobo mau

Dos animais peçonhentos, das pessoas estranhas,

De perderem o amor dos pais, de serem esquecidas na escola…

Mas enganam-se muito ao pensar que não temos medo!

Quiséramos não tê-los!

E nossos medos são muito reais!

E nem sempre buscamos ajuda!

Medos de ordem física ou emocional, social ou financeira.

Elas não sabem, mas também temos nossos escuros,

Nossos lobos maus, nossos estranhos peçonhentos,

Também tememos perder alguém,

E temos também nossos monstros,

Tanto dentro quanto fora de nós,

E são também assustadores, quase invencíveis.

Queríamos que se afastassem ao acendermos a luz,

Ao chamarmos um super-herói,

Ou ao recebermos um abraço de “era apenas um pesadelo, estou aqui”.

Alda M S Santos

No outro, em nós…

NO OUTRO, EM NÓS…

No outro podemos encontrar o estímulo

Em nós encontramos a energia

No outro podemos encontrar um apoio

Em nós encontramos a força

No outro podemos encontrar a amizade

Em nós encontramos o amor próprio

No outro podemos encontrar a palavra

Em nós encontramos a fé

No outro podemos encontrar a admiração

Em nós encontramos nosso real valor

No outro podemos encontrar a dor

Mas ela só doerá em nós se houver amor…

No outro, em nós…

Tudo repercute, tudo alegra, tudo dói,

Tudo se mistura quando a massa é a mesma:

O amor!

Alda M S Santos

Labirinto

LABIRINTO

A cada passo tecemos em fios finos

Um labirinto belo e complexo para caminharmos.

Por vezes assustador, com curvas perigosas

Com retornos e vias incertas e enganosas.

Buscamos sempre a saída,

Mas a saída derradeira ninguém quer.

Nem sempre sabemos ou podemos voltar à largada.

Devemos enxergar uma saída

Em cada encruzilhada perigosa desse labirinto.

Ainda que seja retornando, andando em círculos.

Num labirinto, nunca se sabe exatamente o que é seguir em frente.

Muitas vezes, parar, voltar, reiniciar de determinado ponto

Pode ser o melhor meio de prosseguir,

Sem ser engolido pelo medo do que encontrará na próxima curva.

Alda M S Santos

Leitura: Braille

LEITURA: BRAILLE

Há uma leitura que exige decodificação especial

Que não basta decodificar o alfabeto

Ler frases e compreender textos e contextos

É uma leitura que exige ler com o toque, como o Braille

É uma leitura que exige a percepção do brilho ou sombra do olhar

É uma leitura que exige ler sentimentos

É uma leitura que se faz no silêncio

É uma leitura que conecta dois olhares,

É uma leitura de almas!

Alguns são tão mestrados nessa área

Que leem de longe ou de perto

Não se enganam, não interpretam mal

Sentem!

Alda M S Santos

Lápis e borracha

LÁPIS E BORRACHA

Histórias escritas, desenhadas

Grafitadas, coloridas!

A cada dia um novo traço, um novo risco

Uma palavra mal escrita, um traçado mal feito

Ou até tudo bem feito, mas no livro errado

E lá surgem lágrimas a borrar toda a obra!

Borrachas tornam-se necessárias

Apagar o que deixou de ser parte da história,

Ou que não pode continuar sendo…

Borrachas deixam marcas, sombras

Mas tudo pode ser reaproveitado

Uma palavra mal dita pode ser inserida noutro contexto

Uma frase noutro capítulo

Um capítulo noutro momento

Uma pedra pode se transformar numa flor

Uma flor numa borboleta no roseiral

Uma lágrima numa gota a regar o novo jardim.

Que será sempre revisitado no fundo de nós.

Nesse livro da nossa vida

Podemos, precisamos, ter muitos críticos,

Editores deverão ser ouvidos,

Mas somos nós que selecionamos as palavras, os riscos, os rabiscos

Que farão os capítulos dessa história

Somos nós que daremos cor ao que for importante

E deixaremos em escala de cinza o que precisa sair de cena,

Ou ficar nos bastidores desse espetáculo chamado vida.

Alda M S Santos

Divididos

DIVIDIDOS

Quantas vezes ficamos divididos na vida?

Entre o ir e o ficar, entre o prosseguir ou voltar atrás

Entre um e outro querer

Até mesmo o de nada querer?

Quantas vezes ficamos divididos na vida?

Entre nosso gosto e o gosto de outro alguém

Entre mergulhar fundo ou ficar na superfície

Entre o medo e a coragem,

Até mesmo a total covardia?

Quantas vezes ficamos divididos na vida?

Entre a força e a energia que nem sempre vem,

Entre a razão e a emoção,

Entre a descrença e a fé?

Quantas vezes essa divisão nos coloca inertes perante tudo,

Vontade de desistir ou deixar que tudo se resolva à nossa revelia?

Quando vezes ficamos divididos na vida,

E tudo acabou por se resolver?

Quantas?

Alda M S Santos

É preciso permitir-se!

É PRECISO PERMITIR-SE!

É preciso se permitir sorrir para o bem propagar, o bem atrair

Mas também é preciso se permitir chorar,

Para a tristeza extravasar, a alma lavar.

É preciso se permitir amar para a vida ser plena, o coração não ser pequeno,

Mas também é preciso se permitir não gostar, se afastar do que faz mal,

Para respeitar a si e ao outro.

É preciso ser permitir falar, dizer tudo que agrada ou incomoda,

Mas também é preciso se permitir calar, silenciar, segredar,

Para não magoar, não magoar-se!

É preciso se permitir ser o que é, viver a própria essência,

Mas também é preciso saber aceitar a essência dos outros.

É preciso se permitir viver,

Mas de um modo que não fira ou impossibilite a vida alheia.

É preciso permitir e permitir-se!

Alda M S Santos

Pesos

PESOS

O que pesa mais:

Uma cabeça cheia de pensamentos e ideias,

Ou um coração recheado de sentimentos e esperanças?

O que pesa mais?

A razão que tudo entende, aceita, se conforma,

Ou um coração que ama, sofre, mas agradece?

Leve ou pesado, fácil ou difícil

Tudo sempre irá depender

Das forças de cada um…

Alda M S Santos

Questões

QUESTÕES

Sempre tidas como afirmativas

Algumas questões ainda são levantadas:

O amor em tudo crê mesmo,

É capaz de suportar qualquer coisa,

Aventura-se por mares desconhecidos,

Não desiste, persiste, se entrega,

Busca colo, oferece colo,

Arrisca a vida, desafia a morte?

Afirmativas ou negativas,

Tudo vai depender de quem ama ou desama.

Até mesmo o amor é processado de modos diferentes,

Dependendo de sua morada,

Pois todo telhado é posto à prova nas tempestades.

Alda M S Santos

Caminhos controversos

CAMINHOS CONTROVERSOS

Para se encontrar talvez o melhor caminho

Seja esconder ou ignorar certas partes de si

Bloquear algumas trilhas ou atalhos

Fechar algumas caixas secretas que insistem em se abrir.

Há caminhos que se apresentam para confundir,

Quando não se está preparado para trilhá-los.

Há peças que não se encaixam no jogo.

Há encaixes que no momento não parecem se adequar.

Há jogos feitos para ganhar, outros para perder

E aqueles feitos apenas para jogar…

Alda M S Santos

Até onde a vista alcança

ATÉ ONDE A VISTA ALCANÇA

Longe, muito longe podemos ver

Até onde a vista alcança…

Céu, terra, montanhas e mares

Até onde a vista alcança podemos ver!

Vales, rios, Lua e estrelas,

E o que não vemos podemos imaginar…

Perto, muito perto nem sempre conseguimos ver

Em nós mesmos, nos outros

Perto, muito perto, quanto mais perto

Menos conseguimos enxergar, entender, aceitar…

Mal, mal imaginar!

Pessoas, sentimentos, desejos, dores e amores

Perto, muito perto

Nem sempre a vista alcança!

Alda M S Santos

Cuidados

CUIDADOS

Para a palavra atrair mais que repelir

Para o sorriso alegrar mais que diminuir

Para o silêncio acalmar mais que irritar

Para o desejo de ser leve não pesar uma tonelada

Para o amor doer menos que o bem que proporciona…

Alda M S Santos

E se…

E SE…

E se pudéssemos escolher

Entre o poder e o dever

Entre o ficar e o partir?

E se pudéssemos escolher

Entre o parar e o andar

Entre o chorar e o sorrir?

E se pudéssemos escolher

Entre estar só ou acompanhado

Entre viver ou deixar-se viver,

Ativo ou passivo, autor ou personagem?

E se pudéssemos escolher?

Sempre podemos, mas a cada escolha, uma renúncia

A cada renúncia, uma possível dor…

Alda M S Santos

Mochileiros

MOCHILEIROS

Nas viagens dessa vida, alguns vão de primeira classe,

Tantos de econômica, muitos outros de carona, na garupa.

Alguns são hóspedes especiais, em hotéis cinco estrelas,

Outros se instalam em pousadas ou chalés

E há ainda aqueles que usam os abrigos coletivos.

Alguns têm grande bagagem,

Outros apenas o básico e aqueles que quase nada levam.

E, o mais importante, alguns parecem saber exatamente o destino e quando retornar,

Outros viajam a esmo, deixam-se levar

Param onde se agradam, ficam pelo tempo que lhes apetecer

Retornam ou seguem viagem quando lhes convier,

São os mochileiros!

Quem realmente sabe o que quer?

Quem é mais feliz?

Alda M S Santos

Espaço e conteúdo

ESPAÇO E CONTEÚDO

Viver é estar sempre em busca de plenitude!

Muitas vezes somos muito espaço para pouco conteúdo

Tantas outras somos muito conteúdo para pouco espaço

Ambas insatisfatórias!

Por isso buscamos o outro

Neles fazemos essa troca

Essa transferência espaço/conteúdo em busca de equilíbrio!

Alda M S Santos

Loucura e Sanidade

LOUCURA E SANIDADE

Cada dia confio mais na pouca sanidade dos loucos

E aumenta, na mesma proporção, meu medo da loucura dos sãos!

A sanidade dos sãos se prende a um fio tenso

A loucura dos loucos é leve e livre!

Tensão e leveza!

Prisão e liberdade!

Loucura e sanidade!

Estou louca?

Alda M S Santos

Bagagem de mão

BAGAGEM DE MÃO

Na viagem para dentro de nós mesmos

A saudade vai na bagagem de mão

Livre e fácil acesso

Junto ao chocolate e um batom

Enquanto estes alimentam e embelezam o corpo

Aquela “satisfaz” e encanta a alma! 

Alda M S Santos

Guinadas 

GUINADAS

As pequenas ou grandes guinadas de nossas vidas

Sempre dependerão, além

de nossa capacidade interna, 

Dos estímulos externos que recebermos.

Acreditar que aquele emprego é melhor,

Que aquela mudança de cidade seria mais produtiva,

Que aquela faculdade é mais a nossa cara,

Que o momento é adequado para ter um filho,

Ou para viajar, sumir de circulação por uns tempos,

Que aquele projeto cabe na nossa pauta,

Que aquela amizade nunca terá fim, 

Que aquele amor é mais completo ou verdadeiro.

Tudo dependerá da nossa capacidade de acreditar e agir!

Alda M S Santos

Advertência

ADVERTÊNCIA 

Ministério da Saúde adverte:

Abuse do vício do amor,

Em suas mais diferentes apresentações. 

Vício em amar prolonga a vida

Aumenta a serotonina, a oxitocina

Melhora o humor, alivia o estresse, regula a pressão arterial

Acelera o coração,

E provoca crises de alegria.

Sem contraindicações! 

Alda M S Santos

Foto de Deva Daya

Fazer falta

FAZER FALTA

Sentir falta de nós mesmos

É tão doloroso quanto sentir falta do outro

Do que fomos, do que somos,

Do que o outro foi ou se tornou

Saber fazer falta para nós mesmos,

É tão importante e necessário

Quanto conhecer a falta que fazemos para o outro.

Quem disse que faltas não são importantes?

Preenchê-las, idem.

Não fazer falta, nem para si, nem para o outro

É não existir…é nos desfazer aos poucos, como neblina…

Alda M S Santos

Grãos-de-areia

GRÃOS-DE-AREIA

Numa imensidão de mar, 

Somos apenas uma gota d’água

Nas areias que circundam a praia

Somos apenas um grãozinho,

Numa floresta de puro oxigênio,

Somos mais um a consumi-lo,

Num mundo repleto de seres humanos

De infinitas belezas e grandezas, 

Somos apenas um a mais.

Não somos mais, não somos menos.

Mas apenas a sensação de ser amado

De ser importante na vida de alguém

Faz-nos sentir maiores que o mundo,

E pequenos perante o amor. 

O amor que nutrimos pelos outros, 

Nos faz ser o próprio mar, todos os grãos-de-areia

O próprio ar que respiramos. 

Alda M S Santos

Mata virgem

MATA VIRGEM

Amar é adentrar numa mata virgem

Sem qualquer conotação sexual,

Ou pode ter, se assim o preferir. 

É desbravar, abrir trilhas, descobrir espaços secretos

É passar por espaços iluminados, outros escuros

É ter momentos de dor, de cansaço, de frio e calor, 

É ter prazer nos oásis, na maciez de uma cama de folhas, 

É encontrar itens encantadores, outros perigosos, 

É ter apenas uma ideia do que se quer

É saber que nem toda surpresa será boa

É, sobretudo, ter certeza que vale a pena desbravá-la,

Porque não há modo de conhecê-la de fora,

Projetar ou resolver problemas sem nela adentrar.

Uma mata virgem, assim como o amor

São convites a curiosos e corajosos. 

Alda M S Santos

 

 

Prometa

PROMETA

Prometa que sempre olhará o lado bom da vida

Mesmo que a tristeza queira imperar

Prometa que irá valorizar cada sorriso que receber

E que sempre fará o possível para retribuir

Prometa que procurará se mostrar para os outros

Procurando superar o medo de se machucar

Prometa que encontrará em cada pôr do sol, em cada estrela que brilha

Um motivo a mais para se renovar, para renascer

Prometa que enxergará o amor em cada pessoa que se aproximar de ti

E que o deixará brotar de si mesmo e permiti-lo manifestar-se

Prometa que terá um lugarzinho especial dentro de você para mim

Ainda que eu esteja longe

Prometa que nunca me deixará partir e que nunca partirá

Mas, se isso acontecer, peço apenas que

Prometa!

Alda M S Santos

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