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Sobre ela / Sobre ele

Sorte e sabedoria

SORTE E SABEDORIA
Por onde formos,
Saber escolher é necessário,
Deixar-se escolher, importante,
Combinar ambos é sorte, 
Dirão alguns descrentes
Combinar ambos é sabedoria,
Dirão outros mais sagazes,
Escolher e ser escolhido em perfeita sintonia
É combinação rara
Quase tanto quanto aliar sorte à sabedoria.
Alda M S Santos

Amar é…

Amar é…
Desafiar a lei da gravidade
É viver em constante suspensão
É tornar o sonho, realidade
Ignorando a força que vem do chão.
Alda M S Santos

E quando tudo parecia perdido

E QUANDO TUDO PARECIA PERDIDO
E quando tudo parecia desabar
Surge aquela presença querida, que ilumina
Aquele sorriso entre lágrimas que diz:
“Tenho nada não, mas estou aqui”.
E quando tudo parecia escuro, frio
Surge aquele abraço amigo, apertado
Forte, que enlaça o corpo todo, que aquece a alma.
E quando tudo parecia perdido
Surgem amigos, que ouvem, que se solidarizam,
Que riem, que choram, que se calam,
Que, sobretudo, falam, e percebemos que Ele nos fala.
É quando tudo parece perdido que Ele mais nos aparece
E nos mostra uma constelação de estrelas e possibilidades
Aí percebemos tudo de maravilhoso que temos.
Alda M S Santos
Foto Everaldo Alvarenga

Aprendendo a amar

APRENDENDO A AMAR

Nós, humanos, nascemos com grandes potenciais.

Todos precisam ser desenvolvidos:

Alimentar, falar, andar, ler, escrever…

Aprendemos também a amar.

Cercamo-nos de pessoas que nos ensinam

A falar, a andar, a ler, a escrever, a nos alimentar.

Aprendemos tudo isso na prática diária.

Com o amor não é diferente,

Aprendemos a amar, sendo amados,

Aprendemos a amar, amando cada dia um pouco mais.

Descobrimos que o amor é antídoto para muitos males,

Que em qualquer “luta”, ele é o vencedor,

Que tem aliados importantes, que cativa outros bons sentimentos,

Se a lição for mesmo bem aprendida,

Sabemos que ele nunca é um mal, é voluntário, gratuito, nunca imposto.

As pessoas que mais sofrem e fazem sofrer nesse mundo têm carência dessa preciosa lição,

Não receberam amor o suficiente, não aprenderam o suficiente.

Seu aprendizado começa bem cedo, antes mesmo do nascimento,

No ventre de nossas mães já estamos praticando.

E nunca, nunca acaba!

Nesse círculo vamos girando, amando sempre,

Ensinando e aprendendo, enquanto houver vida!

Alda M S Santos

 

Metabolismo emocional

METABOLISMO EMOCIONAL
Metabolismo acelerado:
Caracteriza-se por processar rapidamente os nutrientes ingeridos, ou seja,
Absorver e transformar as substâncias alimentares em energia de modo mais veloz.
Isso faz com que se tenha necessidade de novos alimentos mais rapidamente, mais fome.
E esse diagnóstico: metabolismo emocional acelerado?
É quando nosso metabolismo emocional também é veloz. Temos fome de emoções.
Processamos rapidamente tudo que recebemos em forma de emoção, de sentimentos, de convívios…
Transformamos em sorrisos, abraços, prazer, vida!
Sintomas: necessidade constante de afeto, de pessoas, de conversas, de passeios, de interação.
Tratamento diário: Energias de outras pessoas, particularmente das que se ama, visando abastecer e suprir a alma.
Falha no tratamento gera “magreza” emocional, vazios na alma, tornando-a fria e sem brilho.
A superdosagem faz com o que o portador de metabolismo emocional acelerado extravase emoção a todos que o cercam.
Cuidado! É contagioso!
Alda M S Santos

Beija-flor

BEIJA-FLOR
Lindos, passam a vida a beijar
Nessa vida de carinhos
Alimentam-se por inteiro
A si mesmos e ao outro…
Tão perfeitos…
Tão lindos!
Cores e encanto.
Deixaram-me aproximar
Quis ser flor, fui flor
Senti a alegria da simplicidade e do amor.
Alda M S Santos

Nos semáforos da vida

Basta sair de casa e rodar poucos quilômetros para no primeiro semáforo observá-los. O sinal fecha, os carros param, e eles vêm correndo. Colocam no retrovisor do carro uma tira de 5 paçocas. “Vai uma paçoquinha aí, moça? Só R$2,50.” O olhar tímido, às vezes desafiador. Não passa de oito anos. Pequeno, magro, expressão sofrida para uma criança. Em poucos segundos volta rapidamente recolhendo o dinheiro da venda, ou as paçocas, e sai correndo antes que o sinal abra. 

Pouco à frente, no próximo semáforo, tempo mais longo, vem um senhor lentamente. Pipocas e garrafas d’água nas mãos. Cabeça branca, andar arrastado, não sei precisar a idade, talvez 70, semblante sério, carregado. Chega e oferece seus produtos. Sorri ao ouvir as músicas da década de 70 que ouço. O olhar carrega-se de saudade. “Bons tempos”, ele diz. Concordo e completo, “está sempre aqui”. “Sim, desde que me aposentei, pouco dinheiro, filhos desempregados, família grande, netos. É preciso ajudar.” Despede-se e vai pro próximo carro. 

Sigo meu caminho para o trabalho ouvindo minhas músicas e refletindo. Que mundo é esse em que crianças que deveriam estar na escola ou jogando bola na rua estão vendendo paçocas no sinal? Que mundo é esse em que um senhor de 70 anos, aposentado que já fez tanto pela sociedade, que poderia estar lendo para os netos, brincando de cavalinho, curtindo um sítio, ainda se dispõe a ser ambulante de semáforos nas ruas quentes e barulhentas?

Que futuro estamos promovendo para nossas crianças? Que descanso estamos permitindo aos nossos velhos? Ao olharmos esses dois extremos devemos cuidar para o desânimo não tomar conta de nós. O senhor da pipoca pode ter sido um garoto da paçoca! Há alternativas? O que podemos fazer para que ao menos o garoto da paçoca torne-se, daqui a alguns anos, o senhor que estará lendo para os netos, brincando de cavalinho e cultivando flores num sítio?

Decido-me a continuar fazendo com amor e dedicação a parte que me cabe. A educação ainda é o melhor caminho, nossa melhor chance. Assim, vou ainda mais animada receber meus pequenos alunos. E que Deus nos abençoe! 

Alda M S Santos

Valorizando a vida

Setembro Amarelo: quantos indivíduos sabem o que isso quer dizer?

Temos visto divulgados na mídia casos de suicídio que nos alarmam e impressionam. Pais de família que matam esposa e filhos e se matam em seguida, jovens que têm “tudo” e, do nada, tiram a própria vida. Tantas vezes, para nós “normais”, por motivos banais. Os dados são alarmantes. Apenas no Brasil são 32 suicídios por dia, segundo dados do CVV(Centro de Valorização da Vida). Mais que mortes por câncer ou Aids.  

A morte por suicídio tem sido estigmatizada, como foram as mortes por sífilis e Aids. Evita-se falar do assunto. Considera-se fraqueza moral, não doença.

O Setembro Amarelo vem como uma campanha de alerta para salvar as pessoas dessa morte anunciada. 

Ninguém se mata de uma hora para a outra. Essa ideia vem germinando na mente dos indivíduos, crescendo, sendo alimentada, amadurecendo por uns tempos. Podemos ter ao nosso lado, todos os dias, uma bomba relógio, prestes a explodir, e sequer percebermos. 

Num mundo em que parece que temos tudo à mão, acesso às informações, educação, lazer, saúde, recursos materiais, físicos, tecnológicos e terapêuticos, nos falta o principal: o recurso humano. 

Com tantas facilidades conquistadas seria de se esperar que a vida fosse mais valorizada. Mas o tiro tem saído pela culatra. Conquistar e manter certos bens e direitos tem criado dois grandes problemas. Primeiro, é um terreno propício para germinar muitas doenças mentais que levam ao suicídio, como depressão, bipolaridade e dependências químicas. Segundo, cria seres alienados, com viseiras, que olham só para frente e não veem o olhar do ser humano ao seu lado que grita por socorro. Quando vê, ignora, não quer se envolver, não tem tempo, paciência ou habilidade, ou ainda reclama: ” fulano só anda emburrado e de mau humor”. São exatamente esses que ficam mais abismados com tantos casos de suicídio. 

O Setembro Amarelo vem pra cutucar mesmo, provocar, induzir os doentes a buscar ajuda e os saudáveis a oferecê-la. Sem pretensão de querer prever o futuro, uma hora podemos ajudar, noutra podemos precisar de ajuda. Precisamos aprender a identificá-los e ajudá-los. 

Vamos preservar a vida: a nossa, a dos outros. 

Alda M S Santos

Bom dia!

Amor especial

Inspiração

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