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amor do pai

Longe ou perto?

LONGE OU PERTO?

Longe ou perto é questão de perspectiva

Mais que um referencial em metros, é questão de sensações

Como saber se estamos longe ou perto Dele?

Estamos perto ou longe do que Ele nos ensinou?

Estar perto de Deus não é estar dentro de uma igreja

Nos sentimos perto quando estamos às voltas com quem amamos

Quando valorizamos o que recebemos, conquistamos e conservamos

Estamos perto quando construímos algo de bom

Para nós, para aqueles que têm menos que nós, que precisam

O peito fica, paradoxalmente, cheio e leve, tranquilo

Estamos longe quando destruímos o que Ele construiu

Em nossas vidas, nas vidas dos outros

Estamos longe quando nos omitimos…

Estamos perto, quando mesmo na solidão, nos conectamos com Ele

Podemos senti-lo na paz que reina em nosso coração

Estamos longe quando a sensação de culpa nos invade alertando para a proximidade do erro

Estamos longe quando nos afastamos de nós, envergonhados

Estamos perto quando podemos olhá-Lo nos olhos

Sem medos, nos arrepender e, com coragem, recomeçar…

Perto ou longe?

Alda M S Santos

Somos filhos do mesmo Pai?

SOMOS FILHOS DO MESMO PAI?

“En que mundo vives? Fe en esto? Anda ya…”

Fui questionada num blog ao defender a fé em Deus.

Caminhando numa avenida movimentada, observando tudo a minha volta, lembrei-me disso.

Armava uma chuva forte, céu escuro, ventos fortes.

Um ser humano “qualquer” estava enrolado nos lençóis sob uma marquise.

Uma madame desceu de um carro com seu cachorrinho no colo todo agasalhado.

Vendedores de guarda-chuvas gritavam seu produto.

Ambulantes de ocasião, ofereciam seus serviços.

Em carros escuros e com ar condicionado executivos negociavam nos tablets e nos arranha-céus.

Num ponto de coletivos pessoas se espremiam pra caber num ônibus já lotado.

Um táxi embarcava um único passageiro.

Vários homens de terno e sapatos finos passavam sem ver outros de bermudas e chinelos.

Um casal de pedintes fumava e namorava num cantinho.

Na porta do hospital um médico com roupa verde de bloco cirúrgico tomava um suco no carrinho de lanches.

Na recepção do pronto socorro público cada semblante mais carregado de dor que o outro.

Crianças vestidas de adultas eram levadas por babás em seus carros de luxo.

Outras, quase nuas, esmolavam junto às mães debaixo de uma árvore.

Um senhor velhinho, tal qual caracol, sentado sob seus cobertores e apetrechos, carregava “sua casa”.

Outro juntava todos os lixos que recolhia num carrinho para vender.

Um casal idoso, de mãos dadas, apoiava um ao outro em suas bengalas e limitações.

Um “louco” deitado num canto falava coisas desconexas sobre a guerra das ruas.

Alguns riam, outros ignoravam.

Fiquei olhando um tempo e ele disse: “porque tá chorando, moça bonita?”

Sequer percebi que chorava…

“Vai passar, sou assim mesmo”- respondi sorrindo.

“Vá com Deus, e sorria, menina”!

Tanta desigualdade! Será que somos mesmo todos filhos do mesmo Pai?

O quanto será que cada um ali já lutou nessa vida?

Respondo à pergunta que me foi feita:

“É nesse mundo que vivo!”

Mesmo as pessoas mais desvalidas têm fé!

Sem ela não somos nada nem ninguém!

Segui meu caminho, entrei num hospital público para consulta.

A chuva já caía…mas eu já estava molhada mesmo…

Alda M S Santos

Amor infinito

AMOR INFINITO

Do alto tudo parece mais claro, mais nítido

Que será que Ele vê daqui todo o tempo?

Riqueza e miséria, fartura e carência, falta e desperdício

Violência e delicadezas, amor e ódio

Um povo sofrido e lutador

Uma nação maltratada por alguns

A fé e coragem para prosseguir de muitos

Uma parte desanimada quase jogando a toalha

Aqueles que resistem e insistem no bem

Os que estão iludidos por alguém

Uma batalha sem fim para alcançar as alturas

Que Ele vê?

Daqui tento em minha pequenez

Enxergar com “Seu” olhar

E vejo Seus braços abertos em cruz

Na maravilha simbólica do Cristo Redentor

Vejo amor grandioso e esperança

Ele nos vê e nos ampara de toda parte

Reflito comigo na Sua bondade de pai

O que eu vi não é nem um milésimo do que Ele sente por nós…

Há esperança!

Que possamos sentir sua Luz, seu Amor, sua Proteção…

Alda M S Santos

Sempre comigo

SEMPRE COMIGO

Vontade de te falar sobre todas as coisas que se passam comigo

Dividir contigo meus medos, minhas angústias

Saudade de te contar minhas vitórias, as boas caminhadas

Partilhar aqueles tropeções, machucados, feridas abertas

Sinto falta de ouvir seus conselhos calados

Ou que vêm pelas palavras ou ações dos outros

Quero contar como tenho vivido, o que tem acontecido comigo e com os meus

Sinto falta da sua presença!

Fecho os olhos, de joelhos, faço uma oração

Recordo-me que assim te trago para dentro de mim

E, novamente, te noto perto, sinto sua presença

E te conto tudo…

Lembro-me que a necessidade de contar é minha

Você já sabe tudo de mim, melhor do que eu, mas me ouve

Conhece tudo, tudo, minhas capacidades e limitações

Erros e acertos, e me ampara…

Apenas agradeço e faço um único pedido:

Meu Deus, esteja sempre comigo!

Alda M S Santos

A IGREJA QUE SOMOS

A IGREJA QUE SOMOS

Igreja não se faz sozinha

Igreja não é só templo de pedra

A igreja não são eles, não são os outros

A igreja que queremos

Somos nós que construímos

Um pouquinho Dele em cada coração

Que se alastra e se propaga para outros corações

Que incendeia com a luz do Espírito Santo, que contagia

Sem demagogia, sem hipocrisia

Com humildade e humanidade

Como nos propósitos dos jovens do EJC- Encontro de Jovens com Cristo

“Ficar mais próxima de Deus”

“Complementar meu caminho até o Pai”

“Agradecer e fazer o bem”

Todos temos nossos objetivos

E podemos escolher: participar, ajudar, não atrapalhar, ou só criticar

A igreja “melhor” do mundo

É aquela que brota em nossos corações

E nos torna melhores, cada dia mais humanos…

Alda M S Santos

Histórias ao vento

HISTÓRIAS AO VENTO

No princípio era assim: vários livros, pessoas e suas histórias

Ainda desconhecidas, a serem vividas, mas organizadas nesse livro

Um anjo, o Brincalhão, soltou todas as páginas de todos os livros

Um outro bem arteiro, Sapeca, soprou forte, bem forte

E os papéis voaram na ventania

Folhas, capítulos para todos os lados, terra, mar, montanhas, cachoeiras, campo, cidades

Áreas irrigadas e desertas, próximas e longínquas

E nossas histórias estão todas por aqui, espalhadas

Nosso papel é juntar novamente todas as páginas

Reescrever nossa história, começo, meio e fim,

Entrelaçar a outras histórias, encadernar nosso livro…

Os anjos foram mandados para arrumar a bagunça feita

Mas histórias “erradas”se misturaram e, às vezes, parecem bonitas desse jeito para uns

Mas nem tanto para outros…

Os anjos Brincalhão e Sapeca sopram de novo quando tudo parece desarrumado

Na tentativa de ajudar…

Arcanjos, querubins e serafins interferem, reorganizam

Somos autores construindo essas histórias que ora alegram, ora doem

Ora instigam, ora desanimam

Ora são puro amor e encanto

Ora são desilusão e sofrimento

E os anjos, atrapalhados e traquinas, tentam nos ajudar

Colam páginas erradas, outras certas, misturam enredos

E para desfazer e refazer dá muito trabalho, causa sofrimentos

Será que estamos com a página de alguém

Um capítulo que não é nosso

De uma história que não é nossa?

Onde estão nossas páginas para aquelas histórias que não encaixam bem

Aparentemente sem nexo, sem sentido, sem um fim no nosso livro?

Quantos capítulos que eram nossos abandonamos sem uma conclusão?

O Editor-Chefe assiste a tudo e observa nossas habilidades

E o que fazemos com o material que temos…

Afinal, Brincalhão e Sapeca nos deram oportunidades de crescimento

Que tipo de história há em nosso livro?

Um romance, terror, dramas, comédias?

Somos mesmo os autores de cada capítulo?

O quanto escrever nossa história tem implicado em apagar a história de alguém?

Se parecer sem sentido, se machucar, olhemos para o alto, “sopremos”

E um anjo virá nos ajudar…

Alda M S Santos

Sorry!

SORRY!

Pelas vezes em que, acreditando ser útil, mais atrapalhei

Pelas vezes em que briguei e me rebelei sem motivos

Sorry!

Pelas vezes em que tentando ser forte e especial, tornei-me frágil

Por achar-me “superior”, capaz de ajudar, quando eu que precisava de ajuda

Sorry!

Pelas vezes que te culpei por não me aceitar, não cuidar de mim

Quando na verdade eu que me descuidava

Sorry!

Pelas vezes em que não reconheci que você me conhece como ninguém

Por não notar que sabe tudo de mim, que lê meus pensamentos

Sorry!

Pelas vezes em que não aceitei suas mãos estendidas

Por ter cobrado mais que de fato merecia

Sorry!

Pelas vezes em que caí e não percebi as oportunidades de crescimento

Pelas estradas escuras do caminho em que me recusei a abrir os olhos

Sorry!

Pelas vezes em que não valorizei ou cuidei tão bem daquilo tão precioso que me confiou

Por não ter percebido que se eu fraquejasse, outros fraquejariam comigo

Sorry!

Pelas vezes em que mais destruí que construí o que mais aprecia

Por não ter visto seu pedido de amor naqueles que de mim careciam

Sorry!

Por ainda, às vezes, acreditar não merecer tanto amor

Por não ter ainda entendido que me amas acima de tudo

Sorry!

Por ainda cair, por julgar seu amor de acordo com meus parâmetros humanos falhos

Por não ter notado em cada gesto, mesmo duro, uma prova de amor incondicional

Sorry!

Pelas vezes em que deixei que fosse embora de mim

Por nem sempre te buscar por estar nua, por medo ou vergonha

Sem perceber que exatamente aí que você age

Sorry!

Por ter deixado que “meu brilho” te ofuscasse para os outros

Sorry!

Obrigada!

Por nunca desistir de mim, meu Deus!

Obrigada! Eu te amo! Eu confio em ti!

Alda M S Santos

Fardos nossos

FARDOS NOSSOS

Muito ouvimos que Deus não nos dá fardo maior que nossas costas

Doenças do corpo e da alma, desamor, injustiças, violência

Assaltos, estupros, sequestros, amigos que lavam as mãos

Inimigos disfarçados de amigos, perdas

Falta de fé, de coragem, de lucidez…

Acreditamos e lutamos para carregar cada fardo que recebemos

Até ajudamos os outros a carregar seus fardos

Deus certamente conta também com as costas amigas que dividem o peso conosco

Amigos, amores, familiares…

Que nos ajudam nas encostas e ladeiras íngremes

Nas tempestades mais fortes, nas noites escuras como breu

Onde pesadelos nos assombram, monstros nos perseguem

E a força parece faltar, as pernas tremem, as lágrimas escorrem sem cessar

Quando queremos e pedimos que o mundo gire muito rápido

E nos lance para fora da galáxia…

Ninguém pode sentir o peso do fardo do outro

Calcular a dimensão da dor alheia

Ou a profundidade da ferida e do quanto ela sangra…

Mas pode ajudar, estender a mão, aceitar ajuda…

Ser o “anjo” na vida do outro é tornar leves dois fardos

O deles e o nosso!

É preciso pés no chão, fé no coração

Essa humildade Deus espera de nós!

Com ela temos mais chances de ser felizes…

Eu creio!

Alda M S Santos

Deus nos quer crianças

DEUS NOS QUER CRIANÇAS

Na infância somos crianças autênticas e felizes

Encontramos alegria nas pequenas coisas…

Um bichinho de estimação, uma brincadeira qualquer…

Crescemos, buscamos felicidade onde não se encontra

Esquecemos o quanto é simples ser feliz

Deus nos torna pais e mães para nos relembrar

O quanto a felicidade se encontra no brilho de um sorriso puro e inocente

Os filhos crescem…

Deus manda os netos, sobrinhos-netos, para exercerem o mesmo papel

Renovarem a fé, alegria e esperança

Uma aula de reforço de simplicidade e pureza

Quando não conseguimos mais notar ou acompanhar as crianças

Nós mesmos nos tornamos crianças na velhice…

Deus quer pra nós a alegria, pureza, simplicidade, confiança e inocência das crianças…

Ele sabe o que é bom para nós!

Alda M S Santos

Amor nunca fica velho

AMOR NUNCA FICA VELHO!

Pode ter 70, 80, 90 anos, nunca envelhece!

Nunca fica velho(a), aquele(a) que passou conosco os anos

Que esteve ao nosso lado enquanto uma ruga se prendia lá, dona do pedaço

E uns fios brancos brotavam cá, rebeldes

Que foi se encurvando enquanto dividia conosco os pesos de nossas dores

Ou as batidas do coração já fraco de tanto pulsar por nossas alegrias, tristezas e medos

Nunca fica velho aquele olhar que menos vê

Mas ainda brilha por nós, enxerga, percebe, identifica

Não envelhece um corpo que nos aqueceu, nos acolheu

Nos deu colo, nos empurrou para frente, nos amou…

Nunca fica velho aquele que caminha mais lentamente

Ou não ouve mais tão bem, fala pouco

Mas ainda caminha conosco mesmo de longe, escuta melhor nossos silêncios

Canta conosco baixinho nossa trilha sonora

Nunca envelhecem aqueles que amamos: cônjuges, pais, irmãos, amigos, filhos, não importa

Nunca estão velhos o bastante para irem embora, nos deixar

Nunca estamos velhos o bastante para saber perdê-los

Simplesmente, porque amor não envelhece, tem fases, renova-se

E, se envelhecesse, seria como vinho, cada dia melhor

E nos embriagaríamos!

Alda M S Santos

Sabe aquele olhar?

SABE AQUELE OLHAR?

Sabe aquele olhar juiz, acusador, em que o seu se abaixa, culpado?

Não, não é ele que me instiga a ser melhor!

Sabe aquele olhar carrasco, cortante, que o seu enfrenta temeroso, desafiador?

Não, não é ele que preciso para seguir mais corajosa!

Sabe aquele olhar de desnuda “aprovação” e admiração em que o seu se retrai, encabulado?

Não, não é ele que quero como estímulo primeiro!

Sabe aquele olhar de volúpia e desejo do qual o seu se afasta, invadido, irritado?

Não, não é ele que preciso para me sentir mais eu!

Sabe aquele olhar?

Aquele em que você se vê refletido como é e não se envergonha,

Tampouco se sente acusado, culpado ou pseudo-admirado,

Sente-se apenas como é de verdade, sem máscaras, sem medos, sem subterfúgios

Aquele olhar que você encara de frente, mergulha fundo e sente apenas o amor refletido?

Um olhar que você seria capaz de seguir por toda a eternidade

Independente das pedras perfurantes, mares perigosos, matas fechadas?

Esse é o olhar que imagino que Ele nos ofereceria

Se estivéssemos prontos a enxergá-lo!

Sabe esse olhar? É Ele que quero, busco e preciso!

Alda M S Santos

Outono chegou

OUTONO CHEGOU

A brisa suave sinaliza a friagem

O ar mais seco confirma

Dias mais curtos reafirmam

Outono chegou…

Tempo de se preparar, resguardar-se

Perder folhas, flores, até galhos, economizar

Abrir mão do que pode ser dispensado

Ficar nua, livre das vaidades

Usar todos os nutrientes, estocar energia

Nesses tempos de carestia

Para preservar o mais importante: a raiz

Com sabedoria, manter vivo o que é essencial

Irrigar o que poderá trazer novamente na hora certa

Novas folhas, galhos, flores, frutos…

E assim, buscando sempre o amor, a vida se refaz

Vegetal, animal, humana…

Alda M S Santos

Pouso de amor

POUSO DE AMOR

Toda vida de amor passa pelo coração do outro

Pela confiança e liberdade do voo, do pouso, do repouso…

Pela capacidade de doação e entrega

Pela certeza do caminho do bem, de vida

Toda vida de amor passa pelo amor ressurreto de Jesus!

Amor que parece morrer, mas renasce das promessas feitas e da fé no outro

Feliz Páscoa, renovação e paz!

Alda M S Santos

O Sagrado de todo dia

O SAGRADO DE TODO DIA

Foi por você esse amor de tal magnitude

Foi por você que Ele se entregou

Foi por acreditar na sua capacidade de se arrepender, aprender, amar e se doar

Que Ele se fez humano, enfrentou seu calvário

Foi por você, que tantas vezes duvida de si mesmo, desiste

Que tantas vezes destrói o que Ele te deixou de mais valioso

Que vira as costas ao Sagrado diário de seu lar

Que Ele carregou sua cruz, doou sua própria vida

Foi por você! Foi por mim!

Foi por todos nós!

Façamos com que não tenha sido em vão…

Alda M S Santos

Sorte?

SORTE?

“Você é uma pessoa de sorte”!

“Você acha”?-respondemos para evitar polêmicas.

E enumeram os “motivos” da sorte.

Quase sempre envolvem aquisição material, pessoal, física ou emocional.

Desconsideram as horas e anos de dedicação ao trabalho,

Esquecem o quanto de abdicação houve em prol dos estudos ou educação dos filhos,

Ignoram o quanto de lazer foi perdido em busca de algo prioritário naquele momento,

Não levam em conta o cuidado com alimentação e cuidados físicos,

Sequer imaginam quantas noites de lágrimas e dúvidas foram necessárias para fazer uma escolha, conquistar ou manter algo desejado

Não sabem que relacionamentos perfeitos, familiar, de amor ou amizade também têm altos e baixos

Precisam ser cultivados dia-a-dia para se manterem viçosos

Sorte? Tem certeza?

Eu atribuo a bênçãos divinas, dedicação e trabalho, associados a boas escolhas e recomeços…

É o que desejo a todos…

Alda M S Santos

Falar de amor maior

FALAR DE AMOR MAIOR

Falar de amor na semana em que se relembra e se “revive” o amor maior pode ser até sacrilégio

Por outro lado, não falar de amor em qualquer época, não vivê-lo é sacrilégio, pois foi tudo que Ele nos ensinou

Qualquer amor parece pequeno diante da grandeza do amor Dele por nós

A Semana Santa nos faz relembrar o que é um amor verdadeiro, desinteressado

Nunca chegaremos a tal grandeza no ato de amar

Por mais que tenhamos aprendido, nunca seríamos capazes de amar com tal desprendimento

Amamos a quem nos faz bem, nos completa de alguma forma, nos dá algo em troca

Seríamos capazes de dar a vida por quem “não merece”?

Seríamos capazes de morrer com tal dor e sacrifício por quem achamos que merece?

Temos sequer acolhido de alguma forma os mais necessitados como Ele ensinou e o fez?

Quantas vezes mais que Pedro nós O temos negado?

O único modo que temos de demonstrar gratidão é dando o melhor de nós

Nosso amor “pequeno”, mas o maior que pudermos oferecer

Procurando viver no bem e para o bem, vencendo aos poucos nossas limitações humanas

Ele as conhece bem, é Pai

Ele, em sua forma humana, as vivenciou

Só Ele pode nos ajudar e nos ensinar a amar

Por isso estamos aqui, para aprender, para ajudarmos uns aos outros

Para exercitar a tolerância e o respeito aos excluídos de todas as formas

Aguentar nosso calvário, celebrar nossa Páscoa, até nosso encontro com Ele…

Alda M S Santos

São José: Protetor das famílias

SÃO JOSÉ: PROTETOR DAS FAMÍLIAS

Aquele que aceitou a honra de ser esposo da mãe de Cristo

Aquele que assumiu o papel de pai e educador do Filho de Deus

Que a Ele ensinou os primeiros passos, as palavras, a profissão

Aquele que amou e lutou por sua diferente família

Que foi o líder da Família de Deus na terra

Aquele que é o Protetor das Famílias

A quem, junto com o Pai, Filho e Espírito Santo, admiramos e pedimos a bênção para todas as famílias do mundo!

Alda M S Santos

Família: laboratório do mundo

FAMÍLIA: LABORATÓRIO DO MUNDO

O que quisermos fazer pelo mundo

Façamos primeiro por e para nossas famílias

Nelas desenvolvemos nossos dons, crescemos

É um mundo em miniatura onde enfrentamos de quase tudo

Não há ilusões!

Família é escola da vida, reflexo dela

Coisas maravilhosas e odiosas acontecem dentro de famílias

Enfrentamos ciúmes, inveja, rebeldias, crises, alegrias

Diversidade de opiniões, habilidades diversas, disputas

Ensinamos, aprendemos, nos reconstruímos, amamos, perdoamos

Se o que queremos para o mundo não funcionar num ambiente reduzido em que deveria prevalecer o amor

Mudemos de tática, ou destruiremos a nós mesmos, nossas famílias, as demais famílias, o mundo…

Uma família não se destrói ou se constrói por um só

Todos somos responsáveis, dentro ou fora delas!

O mesmo se aplica ao mundo…

Construir um mundo melhor implica em amar, respeitar e construir a família que nos foi confiada!

Alda M S Santos

Cumpriu seu papel, multiplicou seus dons…

CUMPRIU SEU PAPEL…MULTIPLICOU SEUS DONS…

Sempre que alguém se vai, segue o caminho de volta para casa

Essa é uma das frases que costumamos ouvir “cumpriu seu papel”

Qual é nosso “papel” no mundo? É o mesmo para todos?

Onde está determinada nossa agenda a cumprir, quem controla?

Uns deixam importante legado para a humanidade

Grandes cientistas, artistas, religiosos, humanistas…

Outros deixam boas marcas em seu núcleo profissional, social

E há aqueles, a maioria, que deixam “apenas” saudades por umas duas ou três gerações de familiares e amigos

Algum deles é mais importante que o outro?

Qual terá sido nosso papel pré-determinado ao nos aventurarmos nessa empreitada?

Se temos habilidades e dons diferentes, mesmo todos sendo humanos

Penso que “cumprimos nosso papel” ao utilizarmos ao máximo o que recebemos

Se possível, indo além disso, sem desperdícios…

Sempre que avalio isso, penso na parábola dos talentos Mt, 25,14-30

E Ele nos esperando e dizendo: “Senta aqui, filho, vamos ver como usou seus talentos”…

Estamos cumprindo nosso papel?

Alda M S Santos

Estrelas

ESTRELAS

Deite-se sem medo!

Na relva fria no campo, na areia úmida da praia, na rede na varanda

Na laje de casa, na cobertura de um arranha-céu, num banco da praça

Sozinho ou acompanhado, não importa…

E olhe para o céu, para as estrelas, para a imensidão além de nós…desconhecida

Sempre pensamos nas pessoas que amamos e se foram, “viraram estrelinha”

Sempre procuramos uma estrela cadente para fazer um pedidos

A cada vez tudo é diferente, nova posição, mais ou menos brilho

Sensação intensa, louca de alçar voo, subir, subir…

Alcançar aquela maravilha toda, aquele brilho, aquelas vidas…

Será que elas também nos observam de lá, que também querem nos abraçar?

Quantas estrelas temos a brilhar do lado de lá?

Alda M S Santos

Foto: Everaldo Alvarenga

Meritocracia do amor

MERITOCRACIA DO AMOR

“Você jogou fora o amor que eu te dei”

“Doei todo o amor e o melhor de mim a quem não mereceu”

“Que tolo eu fui por arriscar minha vida por quem não valia a pena”

E por aí vão os lamentos e arrependimentos…

Músicas, poemas, livros, expressões carregadas e vidas tristes a lamentar o amor que se doou

Não atinam que quem “não merece” o amor é quem mais precisa dele

E apenas os melhores, os mais desprendidos são capazes disso

O Melhor de todos ensinou um amor puro e verdadeiro, deu-nos a própria vida

A todos nós que não merecíamos!

E nada cobrou por isso, não se arrependeu, não desistiu de nós!

Que temos feito para merecer tanto amor? Aprendemos a lição?

Amor se doa, gratuitamente!

Temos construído uma vida de amor para nós e para os outros

Ou apenas, egoisticamente, temos semeado a destruição, o desamor

E lamentado o resultado disso?

Amor verdadeiro é gratuito, claro, construtivo, nada destrói, nada cobra e não se arrepende…

Alda M S Santos

Não sabemos amar!

NÃO SABEMOS AMAR!

Evoluímos tanto em milênios de existência, alcançamos o espaço sideral

Criamos e desvelamos recursos tecnológicos que podem muito nossas vidas facilitar

Viajamos pelo corpo humano, descobrindo cura para quase todo tipo de mal

Mas na arte de amar ainda estamos a engatinhar

O que ainda não desvendamos, não compreendemos, que ainda nos mata e poderia nos salvar

É saber e aceitar que amar não é sofrer, medrar, julgar, vigiar, desconfiar, cobrar, apossar

O que nos falta é não “evoluir”, não crescer, não desaprender a sabedoria inata e infantil de amar

Aquela que vimos em Jesus, que toda criança sabe: amar é respeitar, perdoar, se doar, confiar, se entregar…

Não sabemos amar!

Nós, adultos, precisamos ser crianças, na alma e no coração

Se quisermos viver o amor em sua plenitude, sem tanta razão…

Alda M S Santos

Tudo será teu

TUDO SERÁ TEU

Somos movidos por nossas carências, vazios e necessidades: físicas, emocionais, materiais

Reais ou imaginárias, naturais ou patológicas

“Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão”.((Lucas, 4:3)

São essas carências que dão o tom de nossas ações, nossas buscas

O movimento ou inércia que geram nossos erros e acertos

“Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero.

Portanto, se tu me adorares, tudo será teu”. (Lucas 4:6,7)

O modo como reagimos aos vazios é que determina nossas vitórias e derrotas

Nossas fraquezas, forças, amigos e inimigos surgem

E, consequentemente, nosso aprendizado

Nossas carências podem ser nossas maiores aliadas

Ou nossa grande perdição…

Alda M S Santos

Intolerância e barbárie

INTOLERÂNCIA E BARBÁRIE

Não existe crueldade maior do que aquela que se cobre com manto religioso

Aquela que se vale do “interpretado” do Sagrado para justificar barbáries

Para esconder, até de si mesmo, suas próprias misérias e mazelas, humanas ou desumanas

As guerras religiosas ou “santas” estão aí há mais de vinte séculos

Matando em nome de Deus, lavando as mãos em nome do Pai

Assumindo incapacidade de ações finalizadoras do caos,

A inércia, imperícia e inoperância humana apoiando-se numa “ordem divina”

Não mata o outro apenas quem puxa o gatilho, lança bombas ou mísseis

Também é corresponsável aquele que não impede, tendo poder para tanto,

Ou que justifica a maldade valendo-se de textos Sagrados mal interpretados

Escondendo-se no véu da hipocrisia, da pureza e perfeição inexistentes

O mesmo se aplica à morte diária que permitimos ao nosso lado

Quando não estendemos a mão para ajudar “pecadores”, como se fôssemos puros ou perfeitos

Ou quando expulsamos ou excluímos de nosso meio quem necessita de ajuda

Ele foi “embora” há mais de 2000 anos

Mas deixou seu legado de amor que ainda precisamos aprender todos os dias

Jesus nunca excluiu ninguém! Nunca ordenou ou permitiu qualquer morte ou excomunhão!

Ao contrário, Suas lições foram sempre baseadas no amor e no perdão.

Não podemos fazer nada contra essa guerra? Façamos em nossas guerras particulares!

Se quisermos encontrá-Lo, não será nos templos de pedra que estará

Mas nos corações sofridos e renegados nesse mundo de barbáries (des)humanas!

Alda M S Santos

Amore

AMORE

Amore, quando faltar sossego, busque refúgio em sua alma

Ela possui uma cama quentinha e aconchegante pra te acalmar

Amore, quando precisar de disposição, busque-a em sua alma

Ela é um depósito com livre acesso a lembranças e sensações boas e animadoras

Amore, quando sentir falta de perdão, busque-o em sua alma

Ela é um “tribunal” verdadeiro e justo

Amore, se as sombras apagarem ou confundirem seu caminho, siga a trilha da sua alma

Nela está a única luz capaz de iluminar sua caminhada

Amore, se tiver necessidade de sentir-se vivo, em paz, busque vida em sua alma

Nela, por mais inóspita que esteja, Eu vivo lá

Amore, se quiser ser amado, busque sua alma

Lá está seu eu verdadeiro, o melhor de si…

Tudo que você precisa para ser feliz está lá

Porque Eu estou lá, se puder Me ver…

E Eu nunca deixarei você sozinho!

Pode confiar em Mim, no Meu amor? 🙏😇

Alda M S Santos

Naquele banco da praça

NAQUELE BANCO DA PRAÇA

Um banco convidativo numa praça, paisagem linda, calmante

E você sentado ali sozinho, saudoso, amargurado, pesando sua vida

Lágrimas insistentes, peito apertado

Vontade imensa de ter alguém com quem dividir suas dores…

Haveria alguém com quem tivesse coragem de se abrir totalmente

Despejar tudo, fazer uma faxina interna, confiar?

Imagine se Ele sentasse ao seu lado, te abraçasse longamente

Olhos nos olhos, face a face, sem julgamentos

Que você faria?

Choraria, ficaria feliz, contaria a Ele tudo num desabafo

Mesmo tendo consciência de que Ele tudo sabe, compreende

Seus medos mais infantis e tolos, e os mais sérios também

Suas fraquezas e angústias, dores profundas

Os erros conscientes e inconscientes cometidos

As lutas, as vitórias, os desejos

Os caminhos errados, as más escolhas,

Males que causou a si e aos outros

O amor que viveu, o que não valorizou, não soube viver, oportunidades perdidas

Todas as lágrimas derramadas em seu travesseiro, angústias sufocadas

Cobraria algo Dele, algum esclarecimento, dívidas

Seria maduro o bastante para assumir suas responsabilidades na desordem em que se encontra?

Que teria a dizer em sua “defesa”,

Se Ele se sentasse ao seu lado?

Ele está conosco todo o tempo

Apenas à espera que busquemos por Ele

Que possamos nos abrir com Ele, confiar

E, assim que o fizermos, sentiremos Seu abraço demorado e terno

Seu amor infinito e especial

E seguiremos mais fortes, nunca mais sozinhos…

Alda M S Santos

Indignos

INDIGNOS

A cada vez que nos questionamos aflitos, perdidos

Por que fulano me abandonou, ou por que beltrano fez isso comigo

Por que Deus não me protegeu daquele mal

Por que fui agir assim e não assado

Situações nas quais nos sentimos abandonados e desamparados

Buscamos na verdade a nós mesmos

Perdemo-nos de nós, sentimos falta de nós, não nos reconhecemos

Culpamo-nos, consideramo-nos indignos de amor e proteção

Indignos de desfrutar da árvore da vida

Mergulhamos nas sombras, no isolamento, na tristeza

Considerar-se indigno é um peso muito grande para qualquer ombro

Prestes a nos afogar nas nossas próprias angústias e lágrimas

Quando nos sentimos à beira de um abismo, o único modo de seguir em frente

É dando um passo para trás, para dentro de nós

Devemos nos reconciliar conosco mesmos para encontrá-Lo, pois

Conquistar o perdão do outro, ou perdoá-lo, é bronze

Conquistar o próprio perdão é prata

Obter o perdão divino é ouro

Ninguém é digno do ouro

Sem antes ter conquistado o bronze e a prata…

Só assim nos sentiremos dignos novamente!

Alda M S Santos

Terminou, mas não acabou…

TERMINOU, MAS NÃO ACABOU…

Aquela vida que se jogou do alto de uma passarela no asfalto lá embaixo

Deixa a sensação aos que ficam de que há algo inacabado

Terminou, mas não acabou…

Não era a hora, foi interrompida por força das circunstâncias que desconhecemos

Aquele relacionamento feliz, mas que andava pisando em ovos, lutando contra medos, culpas, fragilidades e inseguranças

Terminou, mas não acabou…

Não acaba quando o amor permanece, a saudade ainda machuca, a ausência fere e dói

Quando não é dado um fim pacífico dentro de si

Aquele ser que se levanta todos os dias, sem brilho, sem alegria, sem norte

Que não encontra razões para estar vivo, cujos olhos opacos não dizem nada além de “cansado de viver”

Ainda não terminou, mas está se acabando…

Exceto o que deu fim a si mesmo lançando-se pelas dores e amarguras ao asfalto

E que continua apenas na mente dos que ficaram e nada puderam fazer,

Os demais não se acabaram, ainda que pareçam finalizados

Não estão mortos, a vida existe lá dentro

Camuflada em meio à penumbra da solidão

E precisa de luz para ser de novo despertada,

Esse suicídio lento pode e deve ser interrompido

Deixar correr as águas desse rio para a imensidão do mar

Retirar as amarras, as cordas do pescoço, desfazer os nós

Criar laços de amor e vida…

Alda M S Santos

A culpa é minha

A CULPA É MINHA

Estava numa dimensão intermediária entre a terra e o céu

À beira de um abismo, via que ele sofria do outro lado, prestes a cair

Tentava alertá-lo, gritava “te amo”, pedia para sair de lá, para não se arriscar

Encolhido, olhos opacos, distantes, não parecia me ouvir

Chorei, implorei que o salvassem, que trouxessem para mim, tirassem dele a dor que o torturava

Ouvi uma voz firme me dizendo: “ele pode cair, mas voltará mais forte”

“Transfiram para mim o que o machuca, a culpa é minha”- eu pedia chorando

A resposta veio logo “não, ele escolheu, ele quis viver, aprenderá”

“Mas sou mais experiente, podia ter impedido, alertado”

“Não é mais experiente, tudo isso é novo e perigoso para ambos, afaste-se daí”

Eu estava tão à beira do abismo quanto ele

Mas a queda dele era mais assustadora para mim que a minha

Abaixei, em prantos, rezei por ele, quando não mais o vi…

Acordei chorando, mas amedrontada e com fé, continuei as orações…

Alda M S Santos

Deus em nós

DEUS EM NÓS

Como Deus se apresenta em nós?

Onde Ele está?

Certo é que somos templos do Divino, onde quer que estejamos: no deserto ou no oásis

Como deixamos que Ele se manifeste em nós?

Deus está na beleza física, na música, na arte, nas nossas condições financeiras?

Na solidariedade, na bondade, no trabalho, nos relacionamentos, no amor?

Deus tudo criou!

Ele está em todo tipo de beleza, nas artes, nas lágrimas e no dinheiro,

Tanto quanto pode estar no amor, na solidariedade ou na bondade.

Nada é bom ou mau por si só.

A diferença entre um e outro estará no uso que deles fizermos.

A beleza, a arte, o dinheiro podem ser utilizados para o bem, para tocar alguém, salvar alguém

Assim como em nome do “amor”, com um sorriso, muito de negativo pode ser feito também

Pessoas, famílias, vidas serem prejudicadas ou destruídas,

Inclusive a de nós mesmos…

Como temos deixado Deus agir em nós?

Alda M S Santos

Eis-me aqui

EIS-ME AQUI

Na simplicidade de uma criança a balançar na gangorra na mangueira

Na singeleza da rosa que equilibra em suas pétalas o orvalho da manhã

No remanso do rio e no caminho que percorre o pescador

Ele está!

Na chuva que cai torrencial sobre a terra como maná

No sol que se levanta e se põe na hora certinha, brilha, aquece e gera vida

No amor infinito da mãe que acalenta seu rebento

Nos olhos saudosos e cansados dos idosos

Ele está!

Na alegria que nasce nos corações daqueles que amam

Na tristeza que mina as forças, que gera rios de lágrimas

Na vida que nasce a cada amanhecer ou morre a cada entardecer

Na sinfonia dos pássaros a procriar

Nas águas insistentes da cachoeira a moldar as pedras

No manto escuro salpicado de estrelas que cobre a noite

Ele está! Ele é perfeito!

Ele é pai e, sabendo que Ele está, sei que estou aqui, que sou aceita…

Sou filha! Sou imperfeita!

Filha de muitas alegrias, dores, vitórias, derrotas,

Angústias, saudades, erros, acertos, amores e desamores…

Eis-me aqui…

Alda M S Santos

Eterno

ETERNO

Em nossa finitude humana pretendemos a eternidade

Nos tornarmos eternos é nossa “necessidade”

Queremos o que é eterno, o que de nós for duradouro, infinito

No que há de mais real, profundo e verdadeiro,

Somos eternos na parte de nós viva em nossos filhos

Sentimo-nos eternos no olhar do amor infinito de alguém que repousa sobre nós

Somos eternos nos pais que têm nossas feições gravadas na mente

Somos eternos nas marcas profundas feito ferro em brasa que deixamos naqueles para os quais fazemos o bem

Também somos eternos, infelizmente, naqueles que fazemos o mal.

Encontramos eternidade apenas nos relacionamentos

Essa necessidade de eternidade guia nossas vidas

Mas só somos realmente eternos naqueles que amamos, que nos amaram

Nos recantos dentro deles onde transitamos, estacionamos

Somos eternos quando Ele nos olha e Se vê nos nossos olhos,

Mas principalmente quando nos enxerga no que deixamos de bom dentro dos outros…

Alda M S Santos

Confidências

CONFIDÊNCIAS

Confidenciar algo é inerente aos seres humanos, seres gregários

Alguns são especialistas em fazer, outros em ouvir

Não importa se é algo que cause orgulho, medo, repulsa ou vergonha

Quem faz confidências acredita na discrição do outro

E oferece o mesmo em troca

Quer seja um diretor espiritual, pais, cônjuges ou amigos

Confiar é dizer: conto com você, não me decepcione

E o outro não precisa dizer nada, apenas ouvir

Ao dizer, divide com o outro algo pesado ou precioso

Torna a carga mais leve, aprende, cresce

Ser alvo da confiança de alguém é privilégio

Num mundo cada vez mais individualista

Ter essa confiabilidade quebrada é ter a porta arrombada

Para trancá-la a sete chaves e talvez nunca mais voltar a abri-la,

Apenas confidenciando a Deus…

Alda M S Santos

Amparo

AMPARO

Em retrospectiva, vislumbramos momentos

Estágios e situações da vida que enfrentamos

E não acreditamos que algumas coisas foram reais

De onde tiramos força e coragem para superar cada revés

Vencemos medos, risco de morte, ameaças, doenças,

Angústias, perdas, decepções, mudanças, saudades,

Ou ao menos estamos aprendendo devagarzinho a conviver…

Como conseguimos? Simples! Deus!

Fé e esperança! Enfrentamento! Não nos escondendo, mesmo sofrendo.

Ainda que a gente não tenha percebido nas ocasiões

Deus nos permite viver somente o que nos fará aprender e crescer.

Se Ele nos submete a algo, ele nos ajuda e nos ampara

Como um pai que coloca rodinhas na bicicleta dos filhos

Depois tira uma, a outra, segura a bicicleta e, finalmente, o deixa ir

Mas seu olhar sempre cuidadoso acompanha e ampara o filho

Saber disso nos dá forças para não estacionar, prosseguir

Mesmo que a gente ainda se aventure demais por aí,

Leve alguns tombos nos mesmos lugares de antes

Nas curvas, se esfole, sofra, chore…

Mas só compreendemos mais tarde

“Para ver a ilha como um todo é preciso estar minimamente fora dela”

Alda M S Santos

Que eu não perca!

QUE EU NÃO PERCA!

Posso até perder o emprego,

Mas que eu não perca a vontade de trabalhar

Posso adoecer, às vezes,

Mas que eu não perca a saúde física, a sanidade mental

Posso perder amigos, companheiros, familiares,

Ver pessoas importantes se distanciarem,

Mas que eu não perca a boa lembrança de todos e o desejo do reencontro

Posso até me decepcionar, derramar rios de lágrimas,

Mas que eu não perca a esperança e a fé Naquele que cuida de mim diariamente

Posso ver diluir-se no tempo até 50% do prazer de viver,

Mas que eu não perca a gratidão pelos 50% que restarem

Finalmente, que possa sempre reencontrar em mim mesma

A vontade imperiosa de viver e fazer sempre o bem,

De proteger os que me cercam, que de mim se aproximarem,

Deixar Deus agir através de mim,

Até independente de mim mesma, se necessário

E, em qualquer circunstância, dar o meu melhor

Para os outros, para os que amo, para os que me amam

Para mim mesma…

Alda M S Santos

Acertando as contas

ACERTANDO AS CONTAS

Ela chegou ali de um modo nada louvável: à força

Abdicando da própria vida

Logo foi questionando para uma imagem amigável: por que me abandonou?

Levada para uma biblioteca gigante de luz

Lindos e variados livros, de todos os tamanhos e espessuras

Alinhados nas prateleiras, pareciam ter vida

Nas lombadas, os nomes de todas as pessoas, biografias

Autorizada, escolheu alguns nomes conhecidos e folheou

Uns eram finos, outros com interrupções, espaços em branco

Vários com mais de um volume

Histórias de vidas acompanhadas em tempo real

Buscou pelo que continha seu nome, não encontrou

“Você escolheu não estar aqui”!

Em salas contíguas, outros livros, outras vidas

Uma delas de pessoas que já tinham partido

Na outra, pessoas em estágio “terminal”, tratamento intensivo

Encontrou seu nome, pegou sua história

Ali, todos os momentos de sua vida e todos que dela participaram

Os momentos difíceis em que pessoas anjos preciosas apareceram

-“Eu não te abandonei, veja!”-o olhar era de puro amor

-“Mas muitos foram embora”-ela disse, chorando.

-“Ficaram pelo tempo necessário, enquanto podiam te fazer bem”!

Olhou mais alguns livros de “histórias amadas”

Notou que seu livro ainda possuía páginas em branco

Uma página arrancada, ela observou que estava escrito “fim”.

-“Volte! Sua história não acabou. Você ainda é necessária na história de muita gente”!

Ao lado do seu, todos os livros nos quais era personagem

Histórias de amor entrelaçadas…

Recebeu um abraço de amor intenso,

Forças renovadas, voltou…

Iria preencher aquelas páginas em branco…

Alda M S Santos

Que filhos temos sido?

QUE FILHOS TEMOS SIDO?

Ser filho é acreditar que há alguém a nos proteger, a nos amar

A nos incentivar e socorrer em qualquer adversidade

Ser filho também é aprender, é crescer, é saber ser grato

Que filhos temos sido?

Aqueles que buscam pelo Pai somente quando a situação aperta,

Quando o joelho está esfolado, o dente rachado, o braço quebrado

O coração apertado, a consciência pesada, a alma cansada?

Sim! Precisamos do Pai nesses momentos e Ele nos acolhe e ampara,

Mas precisamos ser gratos e aprender com cada acolhida

A cada lágrima que Ele nos seca, de cada sufoco que nos tira,

De cada perigo que nos desvia…

Ser filho é ser eterno aprendiz…

Feliz aquele que aprende e se aproxima do Pai mais pelo amor que pela dor…

Alda M S Santos

Perdão

PERDÃO

Perdoar não é tarefa fácil! Não mesmo!

Dependendo de quem causou a mágoa, o mal

Mais difícil se torna!

Mas não existe perdão mais difícil

Que o perdão a si mesmo…

Tanto que nas pessoas depressivas

Com dependências químicas diversas

Ou com problemas de saúde mental

Há várias culpas não resolvidas

E o sofrimento é autoinfligido

O mal causado aos outros, a si mesmo

Torna-se árduo e pesado demais para carregar

Perdoa-se aos outros com o tempo

Mas o que quase sempre fica para trás

É o auto-perdão

E esse é um peso que impossibilita a caminhada, que trava,

Para perdoar ou se perdoar é preciso humildade

Reconhecer-se humano e falho

E capaz de refazer, recomeçar, aprender com os erros, seguir outro caminho

O Grande Mestre perdoou a todos nós, sempre misericordioso

Só nos faria bem se aprendêssemos

Um pouquinho desse amor, dessa misericórdia

E o dividíssemos com os outros,

Começando por nós mesmos…

Alda M S Santos

Não dá pra mensurar

NÃO DÁ PARA MENSURAR!

Há coisas que por mais que se tente, não conseguimos mensurar!

O tamanho da dor que aperta no peito de quem perde um amor,

Ou o vazio na vida de uma mãe que não poderá mais abraçar seu filho,

Não dá pra mensurar!

A culpa de alguém que não pôde proteger a quem amava,

Ou a saudade que machuca no peito dos apaixonados,

Não dá pra mensurar!

A tristeza e revolta que acompanham os perseguidos,

A dificuldade de seguir em frente com fé, quando tudo que se quer está no passado,

Ou o medo de caminhar rumo a um futuro incerto e sem brilho,

Não dá pra mensurar!

A verdade é que só se pode mensurar

Aquilo que está dentro de nós!

O que se passa com o outro,

Podemos apenas imaginar…

Alda M S Santos

Quando a vida vale mais?

QUANDO A VIDA VALE MAIS?

Quando a vida vale mais?

Saber que há ao menos um alguém nesse mundo que daria a própria vida por você?

Saber que já houve Alguém que há mais de 2000 anos deu a vida por você?

Ou saber que você, sem demagogia, seria capaz de doar a própria vida por vários alguéns, literal ou figurativamente?

Sua vida vale muito, não é?

A minha também!

Alda M S Santos

O que você fez do amor que lhe confiei?

O QUE VOCÊ FEZ DO AMOR QUE LHE CONFIEI?

E se nos for perguntado noutro plano,

Noutra dimensão, no paraíso, como preferirem:

O que você fez do amor que lhe confiei,

Das várias oportunidades de amar que te ofereci?

O que você fez com o amor que lhe dediquei?

Cuidou, regou, adubou, fez florir,

Negou, abandonou, negligenciou, deixou morrer?

O que teremos a dizer a nosso favor?

Há algo que nos abone, que nos mostre dignos?

Alda M S Santos

Reencontro

REENCONTRO

O melhor reencontro de todos é o que acontece conosco mesmos

Aquele reencontro com partes de nós que julgávamos perdidas

Com pedaços de nós que admirávamos

E que ficaram escondidos, deram uma volta por aí

Ou simplesmente abriram espaço a outras

Aquela parcela de nós que transformava nossos medos em confiança e fé

Nossas lágrimas em esperança e sorrisos

Nossas culpas e frustrações em aprendizados e recomeços.

Saberemos quando olharmos com certo distanciamento

Que essas partes não se perderam, estavam ali

Foram resgatadas no momento que mais precisávamos

E nos ajudaram a levantar

Cambaleantes ainda, frágeis, chorosos,

Porém, com força potencial interna

Transformados pelo vivido ou pelo “quase” vivido

Percebemos que não nos perdemos de nós tão facilmente!

Em frente! Com fé!

Alda M S Santos

Dias difíceis

DIAS DIFÍCEIS

Para dias difíceis, pessoas fáceis.

Na falta, fique consigo mesmo!

Ainda que você não seja muito fácil,

É alguém que conhece há mais tempo que se pode lembrar,

Que aturou cada sorriso, cada lágrima, cada dor ou prazer,

Mesmo que não esteja uma boa companhia,

Sempre será alguém com que se pode contar!

Não se abandone!

Alda M S Santos

Ele sempre está presente

ELE SEMPRE ESTÁ PRESENTE!

Quando a gente sente a proteção Dele

Numa curva qualquer da estrada

Num ambulatório hospitalar,

Nas palavras pronunciadas com sabedoria,

Ou até mesmo com raiva,

No silêncio oportuno dentro da gente,

Nas lágrimas que caem e quase tudo levam,

E deixam o que tem de valioso em nossa alma,

Aparente, ou não…

Na resposta sempre providencial,

Ainda que não nos pareça a mais adequada,

Ele está!

Basta confiar em Seu amor!

Deus tem modos especiais de nos manter perto Dele,

De Sua bondade, de Seu perdão.

É preciso confiar e agradecer!

Alda M S Santos

No alto

NO ALTO

Olhar do alto pode ser um 

Modo bonito e amplo de ver o mundo

Porém, olhar para o Alto é o 

Único modo possível de obter

O amor, a fé e a perseverança

Necessários para vivê-lo com alegria.

Alda M S Santos

Você (es)colhe!

VOCÊ (ES)COLHE!
“Você (es)colhe o que planta”. Parece simples.
Escolhe bem, planta e colherá o que plantou…
Felicidade certa. Afinal, ninguém escolhe plantar semente ruim.
Mas na verdade não funciona bem assim.
Quando escolhemos entre uma semente entre tantas, nem sempre temos clara como se dará a germinação e o crescimento.
Muitas são as sementes. Muitas são as variáveis que atuam nesse processo: terreno infértil, aridez, seca, geada, tempestades…
Daí tantas vezes a colheita ser perdida, mirrada ou insatisfatória.
Quando escolhemos ser professores e não médicos, entre viajar ou comprar um carro, entre ter uma profissão ou um filho, entre um amor e não outro, entre casar ou ficar solteiro, estamos escolhendo o que nos parece melhor no momento.
Dizemos sim para uma semente e não para a outra.
Se ela será produtiva só o tempo e os cuidados que receberá poderão dizer.
Felizmente, Deus, nosso maior “agricultor”, sempre nos ajuda a nos desfazer da colheita ruim, permite-nos escolher novas sementes, possibilita-nos novos terrenos, nova colheita, com os conhecimentos adquiridos anteriormente.
Ele é a videira que nunca morre, que sempre produz.
A única semente certa, pois é a semente do mais puro amor.
Vamos (es)colher Jesus! Sempre!
Alda M S Santos

Amor maior do mundo

AMOR MAIOR DO MUNDO

Um amor puro, sem exigências ou condições.  

Amor maior do mundo… Amor que se doou, que morreu por nós…  

Um amor de esperança, de fé, de perdão…  

Amor que viveu por nós! E, porque VIVE, quer para nós o que sempre nos ensinou:  

O AMOR a todos. Amor de luz, amor de paz, AMOR DE JESUS! 

Jesus renasce todos os dias nos corações daqueles que se levantam dispostos a amar.

 Feliz Páscoa, amigos! 

Alda M S Santos

Receita

RECEITA

Todos chegamos aqui com o mesmo propósito

Com o mesmo pedido: fazer um bolo e distribuí-lo

Porém, as receitas são variáveis, ingredientes, idem.

Nem todos têm a manteiga, ou o açúcar é escasso.

Outros não gostam de ovos ou o leite azedou…

A farinha é grossa, o fermento está vencido.

Alguns nem gostam de bolo,

Outros não gostam de distribuí-lo.

Num mundo onde há tantos famintos,

Há aqueles que, sabiamente, substituem ingredientes,

Enquanto há também quem desperdice o que possui.

E, mesmo possuindo todos eles, I 

O modo de fazer será determinante para essa receita

Chamada VIDA crescer e satisfazer a todos.

Bom apetite!

Alda M S Santos

A fé que me move

A FÉ QUE ME MOVE

“Tenho muita fé em Santa Zita! Sabia que ela é a santa das domésticas?

Faço muitas orações pra ela. Essa aqui é ela. Olha que linda!

Quer saber? Às vezes, eu perdia a hora rezando na igreja e voltava apavorada pra casa!

E grande era minha supresa ao chegar lá e encontrar tudo arrumadinho!

Santa Zita que arrumava para mim! Era pobre, sem estudos, empregada do lar e consagrou-se ao Senhor. Ela é a protetora das domésticas! 

É a fé nela e em Nosso Senhor que me move!”

Contou-me ela em seu pequenino quarto onde notava-se a fé em cada cantinho e objeto.

Sempre aprendendo com a força e fé de meus amores idosos! 

Alda M S Santos

Fantasmas

FANTASMAS

Fantasmas…

Não há portas, fechaduras ou trancas

Guardas, sentinelas ou vigilantes

Que os mantenha do lado de fora,

Quando “queremos” mantê-los do lado de dentro

Criando-os como bichos de estimação…

Fantasmas…

Talvez uma vigília interna, ou um auxílio externo

Tornem o ambiente impróprio para eles.

Quem sabe se a abertura de uma janela

Mostre a eles o encanto do lado de fora,

E não queiram mais morar dentro da gente?

Alda M S Santos.

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