REDOMA DE VIDRO

Não podemos colocá-los numa redoma de vidro, isolando-os do exterior

Não podemos embalá-los à vácuo, engaiolá-los

Não podemos fechá-los numa bolha, protegendo-os

Tampouco podemos voar por eles

Ou tapar todos os buracos e retirar as pedras do caminho

Mas podemos plantar flores perfumadas em canteiros centrais

Cultivar árvores frondosas para dar sombra à caminhada

Para que façam seus ninhos, repousem

Podemos falar sobre trilhas que não levam a lugar nenhum

Podemos alertar sobre os becos sem saída

Sobre voos em áreas turbulentas

Podemos prevenir sobre os “encantos” e estratégias dos inimigos do bem

Aqueles que devagarzinho invadem nossas contas,

Presencialmente ou virtualmente,

Bancárias, físicas, mentais, emocionais, psicológicas

E nos deixam no vermelho com dívidas a pagar

Sem asas para voar…

Não podemos viver pelos outros, nem por quem amamos

Mas àqueles que nos foram confiados

Devemos proteção e cuidado, somos responsáveis!

Alda M S Santos