PAIS HERÓIS

Sempre ouvimos de nossos pais: quando tiverem seus filhos irão entender o que é ser pai e mãe.

E é verdade! Desde que fui mãe entendo melhor meus pais.

Quando crianças eles são nossos super-heróis, vencem os inimigos e nos defendem de tudo e todos, nos protegem.

Quando adolescentes ou jovens essa capa de herói cai e os criticamos. Até odiamos, às vezes! 

Nos sentimos frustrados por eles nos terem enganado!

Não vencem tudo, percebemos! Não podem nos defender de tudo! São frágeis e errados em muita coisa! Contraditórios, falíveis! 

Não podem mais tirar os monstros de debaixo da cama! 

Tudo fica mais difícil!

Quando somos pais, o dia-a-dia vai nos mostrando e reconstruindo a capa dos pais-heróis novamente. 

Não têm super poderes, visão de longo alcance, peito de aço, velocidade flash, super carros, aviões ou qualquer coisa do tipo.

Têm uma visão que antecipa nossos sofrimentos ou sucessos, um peito paradoxal, forte e frágil, que aguenta nossas alegrias e lágrimas, a velocidade da luz e da oração para nos amparar.

Usam as próprias pernas, o próprio corpo apenas e um único super poder: o amor incondicional.

Esses super-heróis nos dão “quase nada”, podemos pensar, mas nos dão tudo que têm. 

E como qualquer super-herói, nos dariam a vida se preciso fosse.

Sempre serão nossos super-heróis, para sempre, com 30 ou 90 anos!

E, se olharmos bem, os olhos deles têm o alcance que precisam: nossa alma! 

A todos eles, os pais, os “pães”, meu abraço e agradecimento.

Alda M S Santos