TUDO BEM? 

Oi, tudo bem? 

Sim, e você?

Quanto sentimento há escondido nessa resposta? 

Quanto interesse verdadeiro há nessa pergunta? 

Pode-se estar exultante de alegria contagiosa.

Pode-se estar realmente bem, em paz, problemas corriqueiros, mas passageiros.

Pode-se estar triste, olhos rasos de lágrimas, querendo colo e o outro já partiu.

Pode-se estar carregando um mundo de dores atrás do sorriso, e o interlocutor dizer, “você está tão bem”! 

Seria tão bom se quando perguntássemos “tudo bem?”, estivéssemos mesmo dispostos a ouvir.

Seria maravilhoso se pudéssemos ter alguém para nos acolher quando respondêssemos, “tudo bem”. 

Mas melhor mesmo, seria ter alguém que nos olhasse, sem precisar perguntar nada, dizer:

Vem cá, você precisa de um abraço… 

Alda M S Santos