CONVÍVIOS

Uma vez ouvi uma pessoa dizer “melhor amar de longe que brigar de perto”. 

Na época, isso me pareceu muito frio e cruel.

Quem é que amando poderia querer o ser amado longe?

Quem é que amando poderia brigar tanto assim?

Quem é que amando preferiria manter longe os abraços, os beijos, o contato, os carinhos? 

Quem é que amando não seria capaz de viver em paz em nome desse amor?

Hoje parece-me uma decisão sábia: se o convívio revela-se problemático bastante para dificultá-lo, uma certa distância seria bem vinda.

Muitas vezes é difícil suportar a pressão do convívio, os defeitos que se acentuam de perto, as impaciências, o olhar de desagrado.

Porém, há que se analisar as causas desses problemas e vencê-los. 

Natural é amar de pertinho, coladinho, sentindo o cheiro, o calor, o colo, a doçura das palavras, até mesmo as rabugices ou implicâncias. 

Quem ama de verdade não ama por partes, ama o conjunto todo.

Quero todos que amo bem pertinho de mim, florindo meu viver…

Alda M S Santos