UM AMOR LEVE

Todos queremos um amor,

Mas não aquele amor pesado, que entristece, 

Que mais causa lágrimas que sorrisos.

Queremos um amor leve como as asas de uma gaivota,

Que flutue sobre os pesos e reveses,

Que pouse apenas onde queira. 

Que caminhem de mãos dadas na praça,

Que se lambuzem de pipocas e beijos no cinema,

Que corram juntos na praia, que se molhem na chuva,

Ou que se escondam abraçadinhos no mesmo guarda-chuva…

Um amor que entenda o olhar, frio ou quente, que nunca seja indiferente, 

Que dancem na sala, que festejem com champagne qualquer coisa e, de “pilequinho” caseiro, apaguem grudados no sofá.

Que dialoguem, que riam das próprias bobagens, que compartilhem silêncios tranquilos, 

Que troquem num beijo uma bala de hortelã, 

Que se aqueçam debaixo de um cobertor de lã.

Que joguem paciência, que se joguem nos abraços, 

Que leiam juntos, que escrevam poemas, ou sejam a própria poesia, a inspiração.

Que lavem juntos o banheiro, que se banhem juntos no chuveiro, 

Que o amor encha nosso dia, que não nos abandone nos sonhos,

E que aguarde nosso amanhecer pra dizer “bom dia, com você! 

Alda M S Santos