NÃO HÁ VACINAS!

Entre tantos os machucados e feridas

Das mais superficiais até as mais profundas

Daquelas que ficam secas até as que mais sangram

Das que causam dor aguda ou crônica

Que precisam suturas ou anestesias

Que causam pranto ou, num canto, solidão

Além do medo de se machucar novamente

Entre todos eles, o machucado mais doloroso

A ferida mais difícil de cicatrizar

Que demanda mais tempo e coragem

É aquela causada pelo (des) amor

Simplesmente, porque é de onde a gente menos espera o golpe

Pega-nos desprevenidos, distraídos, confiantes.

Aí atinge fundo, rasga, mutila, deixa marcas, cicatrizes.

Mas quando se convalesce, se recupera, fica mais forte

E recomeça tudo… Novos riscos!

Contra o (des)amor não há vacinas!

Alda M S Santos