CONFUSÃO INTERNA, CARINHO EXTERNO

Ela acordou meio down. Um dia cheio a aguardava. Adorava dias cheios, mas nem isso a animava a sair da cama. 

Espreguiçou-se longamente e levantou. Escovou os dentes e nem quis se olhar no espelho. Seria assustador! A bagunça interna estaria em seus olhos.

Resolveu fazer o que toda mulher faz nessas ocasiões: cuidaria do exterior primeiro. Seria mais fácil. Aumentaria a autoconfiança e a atenção poderia ser total à bagunça interna.

Unhas, cabelos e pele tratados, partiu para a mente e o coração.

Conversou com amigos e familiares queridos. 

Leu um livro que gostava, escreveu um pouco.

Partiu a ajudar os outros…

Talvez quando terminasse, a bagunça nem seria mais tão importante! 

Alda M S Santos