QUE MAL PODE HAVER? 

Que mal pode haver em se fazer escolhas óbvias?

É bom mesmo ficar num ambiente conhecido, onde todos são amigos,

Ao invés de ter que debater, discutir, conquistar e se promover todo o tempo.

Delícia poder dormir a hora que der sono, acordar sem despertador,

Ao invés de ter horário para acordar, afetando, indiretamente , o horário de dormir.

Satisfação pura num banho quentinho, num lago calmo, ou uma rede na varanda,

Ao invés de um mar turbulento, um rio com correnteza ou um salto de paraquedas. 

Prazeroso ficar onde o amor é recíproco, mansinho, as dúvidas inexistem, a confiança é mútua, o abraço é doce, as lágrimas são de emoção,

Ao invés de precisar garimpar carinho, pedir atenção, exigir transparência, chorar de saudade ou incerteza.

Que mal pode haver em optar pela zona de conforto?

De vez em quando, nenhum.

Porém, se o que se deseja é novidade, aventuras, ela não possibilita crescimento, inovações, descobertas.

A zona de conforto é lugar do calmo, do pacífico, do tranquilo, do morno. Nada nela é “demais”.

Não há tristeza demais, dores demais, dúvidas demais, ansiedades demais.

Em contrapartida, também não há alegrias demais, tampouco amor demais, êxtase demais, vida demais! 

Na zona de conforto nao há surpresas, nem calor no coração, nem frio na barriga.

Que mal pode haver?

Apenas o de se viciar numa vida monótona e mais ou menos. Ao menos aos olhos dos mais aventureiros.

Zona de conforto é lugar para se visitar, não para morar…

Mesmo que, às vezes, a gente fique tentado a não sair mais de lá! 

Bom mesmo é respeitar o que o coração pede. Mesmo que isso signifique ficar em trânsito! Lá e cá!

Nisso não há mal algum! 

Alda M S Santos