QUANTO CUSTA? 

Vivemos num grande, maravilhoso e, por vezes, enganador comércio.

Quase sempre o preço a pagar é em dinheiro, nas várias modalidades que ele se apresenta.

E vivemos comprando: alimento, vestuário, teto, estudo, medicamentos, lazer…

Outros, a aquisição se dá pela troca, o bom e velho escambo.

Um olhar por um sorriso, um abraço por um beijo,

Uma palavra amena por outra bem sábia

Lágrimas por ombro, ombro por colo…

Há outras trocas que se equiparam: amigo por amigo, cuidado por cuidado, ternura por ternura, amor por amor…

No comércio, atenção é fundamental a três coisas:

Estamos comprando o que precisamos? 

Pagamos um preço justo?

Não nos endividamos além da conta? 

Muitas vezes, compramos sem necessidade, por capricho!

Outras tantas, pagamos além, ou aquém, do real valor. Alguém ficará insatisfeito!

Há itens nesse maravilhoso comércio que não temos cacife para comprar! Simples!

Se o preço a pagar, por mais desejado e importante que seja o produto, for nossa consciência, nossa paz de espírito ou daqueles que amamos, não é um preço justo! Não podemos arcar com essa despesa.

Melhor fazer como uma criança que olha na vitrine um brinquedo que não pode ter: brinca com outra coisa, tenta esquecer.

Aquele brinquedo sempre será desejado, será sempre especial.

Ficará na caixa dos sonhos e desejos lindos.

Talvez uma fada um dia o tire de lá e a gente perceba que já pode pagar por ele.

No comércio é preciso paciência e perseverança, como na vida…

Quanto custa ser feliz?

Alda M S Santos