PROMESSAS

Promessas: quantas ouvimos, quantas fizemos na vida? 

Mais importante que isso, quantas cumprimos ou quantas foram vazias, da boca para fora? 

“Seremos melhores amigos para sempre”, uma criança promete ao amiguinho, inocentemente. 

“Nunca vou deixar você, mamãe”, o filhinho amoroso promete.

Tudo bem, são crianças, desconhecem as voltas da vida, as implicações.

“Amo você e nunca te abandonarei”, diz o adolescente apaixonado. 

“Seremos melhores amigas para a vida toda”, prometem garotas confidentes. 

A essas muitas promessas se seguem: “até que a morte nos separe”, “sempre estará em minha mente”, “não irei embora”, “seu lugar no meu coração está reservado”, “nos encontraremos sempre”, “ligarei todas as noites”, “essa é a última vez que faço isso”, “amarei você para sempre”, “enfrentaremos tudo juntos”, “terão que passar por cima de nós dois”, “se não te salvar, morremos juntos”, “não deixarei que enfrente tudo sozinha”, “nunca te esquecerei”, e por aí vai…

E a vida segue, novos caminhos, curvas, trajetos, obstáculos e medos. 

E as promessas não acompanham…

Acontecem entre amigos, pais e filhos, casais… Deveríamos nos acostumar… 

Porém, alguém sempre sai ferido, magoado.

Colecionamos decepções, lágrimas, desilusões, palavras vãs, dizeres abstratos, falsos juramentos. 

Promessas são compromisso com o dito ao outro. 

A lógica diz que é melhor não prometermos, se houver qualquer impossibilidade de cumprir. 

Mas quando se envolve a emoção, a razão passa longe. 

Concordo com Francois de La Rochefoicauld quando diz que: “Prometemos conforme as esperanças e agimos conforme os medos.” 

Ao fazermos promessas não pensamos em não cumpri-las.

Além do mais, muitas podem ser cumpridas sem que o outro se dê conta. Apenas no silêncio de nossas almas.

Somos imperfeitos e isso é parte de nossa humanidade.

Mas tem uma promessa válida: “Estarei com vocês todos os dias até o fim dos tempos”. (Jesus Cristo). 

Nessa podemos confiar! 

Alda M S Santos