AMOR GENÉRICO?

Na onda dos genéricos, o que temos visto por aí são muitos amores genéricos.

Será que surtem o efeito esperado? 

É de conhecimento amplo que os medicamentos genéricos devem produzir o mesmo efeito que o de marca a um preço mais acessível.

O mais importante é que possua a bioequivalência, ou seja, que o princípio ativo seja idêntico e na mesma proporção pra surtir o resultado esperado: eliminar a dor, reduzir os sintomas, curar a patologia.

Nessa mesma linha, surgem os amores genéricos, atraentes, convidativos, prometendo resolver todos os males a um custo irrisório, se comparado ao amor de referência.

E o que se consegue, muitas vezes, depois de um princípio de euforia, são efeitos colaterais graves e cronicidade do mal. 

Ao invés de possibilitar alegrias, sorrisos, prazer, vigor, rosto corado, satisfação pessoal, provocam dores, frustrações e mágoas. 

Há que se lembrar que um medicamento não age sozinho, ele depende da resposta do organismo do paciente.

Também é necessária atenção à dosagem ministrada, à periodicidade, às interações medicamentosas, às doenças pré-existentes. 

Em matéria de saúde física, mental e emocional valem os mesmos princípios: escolher o melhor. Com saúde não se brinca. 

Mesmo que o meu melhor não seja o seu.

E, se for percebido que não surte o resultado prometido, troca-se o produto, a fórmula, o fornecedor, a indústria…

Ainda que no caso do “medicamento” amor não haja marca de referência a se equiparar. 

Nesses casos, vale atenção aos efeitos: estamos melhor e mais felizes com ele? Ou nos tornamos amargos, céticos e descrentes?

O medicamento amor, genérico ou não, é de uso contínuo, aceita-se leves efeitos colaterais e interações com outros medicamentos. 

É o único de que se tolera certa co-dependência química, pois o “mal” que ele cura é crônico e inato.

Nem chega a ser um medicamento, mas um alimento para prevenir outros males.

Sequer aconselho usar com moderação, apenas com critério! 

Saúde!

Alda M S Santos