A IMPACIÊNCIA NOSSA DE CADA DIA

As coisinhas corriqueiras do dia-a-dia nos levam à impaciência ou nossa impaciência que torna intoleráveis essas “chatices” cotidianas?

Basta abrir os olhos ao amanhecer e já começam. Principalmente se dormirmos mal, a impaciência às mínimas coisas nos atingem. 

Começam em casa: um bom dia resmungado, uma palavra mal interpretada, um pedido insistente de um filho…

E são levadas às ruas: os berros dos apressados ou lentos demais no trânsito, o metrô lotado, a fila no banco, a chuva, o sol quente, a risada de alguém, a música…

Reagimos a tudo isso com resmungos ou mau humor, cara fechada, brigas. E tudo parece mais sério do que é.

Se conhecemos bem o mau humorado ou ranzinza, aprendemos a abstrair, desligar, respirar fundo pra não aumentar a bola de neve e cessar o círculo vicioso.

O problema é que muitas vezes sequer olhamos para o outro. A ideia quase sempre é revidar. Grito com grito, palavrões e empurrões com palavrões e empurrões. 

Dar a outra face é coisa de otário. Deixar passar os apressados é ser trouxa. Ceder o lugar a alguém mais necessitado, bobagem. 

Nesse constante e crescente egoísmo vamos reduzindo nossa humanidade, tornando-nos mais amargos e tristes. 

Tantas vezes bastaria uma gentileza para quebrar esse círculo!

Apenas o que aprendemos com nossos pais e avós: as palavras mágicas: “desculpe, foi acidental”, “por favor, me ajude”, “com licença”, “muito obrigada”, ” pode passar”, “bom dia”! 

E poderemos nos surpreender com o poder de um sorriso, um toque, um abraço, uma lembrança, um “eu te amo”! Todos precisamos: falar e ouvir.

Não importa se são as chatices que nos tiram a paciência ou se nossa impaciência gera as chatices. 

Certo é, que se podemos mudar algo é o que sai de nós e controlar o que entra.

Precisamos saber que nosso sorriso e bom humor pode quebrar qualquer rabugice do outro. 

Se não o fizer, garantiremos ao menos nossa saúde mental.

Ah! Eu te amo!

Alda M S Santos