PRIMEIROS SOCORROS

Diante de casos emergenciais de saúde, o pronto atendimento é fundamental para garantir a vida de um indivíduo.
Nesse âmbito, a correta utilização do socorro inicial pode ser decisiva.
O objetivo dos primeiros socorros é aplicar procedimentos que estabilizem o paciente e afastem o risco iminente de morte.
Batimentos cardíacos, pressão arterial, atividade pulmonar e cerebral, ausência de hemorragias, estabilidade da coluna vertebral, tudo é verificado.
Assim, todos os recursos disponíveis são utilizados para garantir a vida: desfibriladores, traqueostomias, drogas potentes, torniquetes, incisões diversas…
Invasivos ou não, são necessários, ainda que deixem sequelas.
Passada a emergência, avalia-se o quadro, evoluções e retrocessos, e prescreve-se novos procedimentos para o pronto restabelecimento do paciente.
O mesmo se aplica às emergências emocionais.
Nossa psique é tão ou mais sensível que nosso corpo e necessita de cuidados à altura.
Diante de um trauma, um susto, uma decepção, uma perda, um luto, uma tristeza profunda, um choque emocional, também são necessários primeiros socorros.
Mantém-se a integridade física e cuida-se das lesões, nem sempre aparentes, da mente, do coração, da alma.
O ouvido é o melhor instrumento nesses casos. Deixemos falar! Improvisemos divãs!
Muitos tendem a querer abafar, esquecer, deixar pra trás. “Não chore, vai passar”.
Isso é como colocar esparadrapo numa infecção aberta. Ela voltará com força total.
Extravasar é fundamental para estabilizar as emoções. Cada um reage de um modo, mas colocar pra fora: chorar, falar, esbravejar, é o começo da cura. Trata-se de limpar a ferida purulenta.
Só depois entram os medicamentos e curativos, a análise racional, as conversas sérias, os abraços poderosos, o ombro amigo, o colo gostoso, as mãos dadas, as palavras sábias, a busca de soluções.
Nas emergências orgânicas ou emocionais, sufocar não é procedimento padrão. Pode gerar males crônicos.
Primeiros socorros mal aplicados podem matar o paciente ou torná-lo imprestável para a vida tanto quanto desconsiderar a gravidade do quadro e relegá-lo a segundo plano.
Ninguém está livre de ter que aplicar ou receber.
Estejamos atentos!
Alda M S Santos