DIALOGANDO
A capacidade de dialogar, de trocar ideias, de expor e ouvir opiniões é inerente ao ser humano e de fundamental importância para o crescimento individual e das relações, seja ela qual for.
Tal habilidade não é tão fácil e precisa ser desenvolvida.
É tênue a linha que separa uma pessoa de ideias próprias e autêntica de uma pessoa radical.
Se saber falar e se expressar é um dom, maior ainda é saber ouvir.
Isso quer dizer escutar, avaliar, replicar, se preciso, sem perder a calma e o respeito pelo diferente.
Tantas vezes vemos uma simples conversa terminar em brigas horrendas!
Temos que ter sempre em mente que nossas opiniões não são, salvo exceções, nem devem ser universais.
Ensinei aos meus filhos a sempre questionarem o que ouvissem, não aceitando tudo como verdades prontas e irretocáveis, principalmente porque estudaram em escola militar.
Não queria formar vaquinhas de presépio.
Infelizmente, vemos muito hoje em dia os dois extremos: os que aceitam tudo passivamente, os que discordam e brigam por tudo sem qualquer embasamento. Discordam porque sim.
Vemos muitos “zoadores” por aí, mas pessoas que sabem sustentar um diálogo, debater ideias são poucas. Ou por falta delas ou por não saber expô-las.
Certo é que através de uma boa conversa podemos ajudar ou ser ajudados, aprender, ensinar.
Com sensibilidade, podemos ser instrumentos para auxiliar nosso próximo.
Além disso, um bom bate-papo pode ativar o bom humor e ser uma maneira muito divertida de fazer e manter amigos…
Devemos e podemos desenvolver essa habilidade que é só nossa!
Alda M S Santos