CORAÇÃO SACIADO 

O que determina se um ano foi bom ou ruim? 

Aquisições novas, muitos passeios, trabalhos leves, compras caras, amores quentes, amizades doces?

 Sentimentos harmônicos, mais sorrisos, menos lágrimas, mais amor, mais sintonia, menos dor? 

A vida de cada um de nós é tão individual que ė difícil mensurar. Até nós mesmos podemos ser vários indivíduos ao mesmo tempo, dependendo da situação. 

Acredito que o que é determinante nesse balanço é a sensação de plenitude, de falta de ar, de frio na barriga, até de um certo esgotamento que fica.

 Independente do indivíduo, um ano bom é aquele em que se cumpriu melhor o propósito dessa caminhada: viver com plenitude! 

E isso não importa se foi com amor ou dor, sorrisos ou lágrimas, alegrias ou tristezas… O que realmente vale é se a gente se entregou, se empenhou, mergulhou de cabeça na vida. 

Sempre se aprende algo, na luz ou na escuridão! Se não teve nada, nem sorrisos nem lágrimas, aí não foi bom. 

A vida não é um Prato Feito. A vida é um grande Self Service. Precisamos levantar e nos servir. 

Podemos montar um prato não tão bom da primeira vez, mas, com a prática, vamos melhorando. E logo, logo estaremos com um prato que supre todas as nossas necessidades orgânicas e emocionais. 

Quem permanece sentado fica com o prato vazio e a barriga roncando… 

 Que, ao final, o saldo de todos nós seja positivo, barriga cheia, coração saciado, alma pronta para receber e refletir a luz que vem do alto e notamos ao abrir os olhos todas as manhãs! 

Feliz Ano Novo!

Alda M S Santos