AMOR CULPOSO x AMOR DOLOSO

Amor culposo ou Amor doloso? Qual a pena?

Tudo bem, amor não é delito, não é ato impróprio, tampouco crime.

Acredito, porém, que, como nos homicídios, há o dolo, a culpa, a intenção de amar, que caracterizam o amor doloso. 

E há também o amor que se comete sem a intenção, ama-se por imperícia, imprudência, negligência ou falta de atenção ou cuidado que caracteriza o amor culposo.

No primeiro caso, no dolo, nós escolhemos o amor, nós cometemos o ato de amar. Nós buscamos, conquistamos, cativamos, prendemos. 

Já no segundo, no culposo, o amor nos escolhe , desatentos e desavisados somos alvejados, quando nos damos por nós, já fomos atingidos. Cativos, ficamos à sua mercê! 

Nesse tribunal superior do amor, como fazer acusações ou defesas? Que testemunhas arrolar? A quem responsabilizar? Como julgar? Que tipo de penalidade aplicar? 

Fundamental: quem pode ser o juiz? Quem tem cacife pra isso?

Há de se saber duas coisas:

Primeiro: se há vítimas.

 Segundo: havendo, deve-se levantar a seguinte questão: na possibilidade de retroceder, elas teriam escolhido não amar? 

Quase sempre ao se fazer essa pergunta a resposta é “não, não abriria mão do amor”.

 O “julgamento” é cancelado, tribunal encerrado, ausência de vítimas ou réus, “crime” não constante dos autos ou código penal. 

Entretanto, se a resposta for “sim, teria escolhido não amar”, somente quem poderá avaliar ônus, bônus, danos ou prejuízos físicos, morais ou emocionais são os próprios envolvidos. 

Ninguém mais! 

Só a eles cabe definir, aplicar, aceitar e cumprir a pena: juntos ou isolados. 

Sem caber recursos, dá-se por encerrada a sessão. 

Alda M S Santos