GRAU MÁXIMO

Há pessoas que tendem a ser o centro, a viver no olho do furacão. Nem sempre porque escolhem estar ali, mas por serem “levadas” por suas características. 

Há, obviamente, aquelas que gostam, que são estrelas, que sentem-se iluminando o firmamento.

Mas há aquelas que ali estão involuntariamente. Costumam esgotar os superlativos da “crítica”. 

Superlativos diversos, nem sempre positivos, muitas vezes invejosos, são dirigidos a elas: inteligentíssimas, lindíssimas, maravilhosas, sensualíssimas, perigosíssimas, falsérrimas, dificílimas…

Normalmente os superlativos são irreais. Não representam o que o outro é de verdade. São a opinião de alguém, a partir do que vê, do que pensa, de suas próprias fragilidades e traumas, do que ouve… São muitas as interferências. 

Quando ouvirmos sobre nós mesmos ou sobre alguém, ou emitirmos qualquer superlativo sobre qualquer pessoa, melhor duvidar, questionar. 

O jeito certo de jogar por terra qualquer superlativo sobre qualquer um é um bom bate-papo, olho no olho.

Se depois disso nosso encanto ou repulsa se mantiver, temos nossas explicações e defesas embasadas em algo sólido.

Mas isso é só pra gente demais corajosa. 

Alda M S Santos